"Mesmas medidas de sempre." Mayan acusa Governo de não assumir responsabilidades

Mayan Gonçalves volta a acusar o Governo de preconceito ideológico, nomeadamente no setor da saúde.

Tiago Mayan Gonçalves diz que o Governo implementa as mesmas medidas de sempre, esperando "resultados diferentes". Numa reação ao novo confinamento, o candidato a Presidente da República acusa o Executivo de António Costa de não assumir responsabilidades.

"Ouvimos as mesmas medidas de sempre, as medidas que temos constantemente, agora mais reforçadas, mas à espera de resultados diferentes. Continuamos a não ouvir o primeiro-ministro a assumir responsabilidades", sustenta.

Em conferência de imprensa, o candidato da Iniciativa Liberal nota que os apoios para apoiar a economia continuam a ser escassos. "Quais vão ser as medidas para apoiar os negócios que vão encerrar?", questiona.

O Governo, de resto, já anunciou que o ministro da Economia apresentará mais apoios na quinta-feira, além do lay-off que está garantido automaticamente para as empresas obrigadas a encerrar.

Mayan Gonçalves volta a acusar o Governo de preconceito ideológico, nomeadamente na questão da saúde.

"Parece que não foi este Governo a gerir este processo, e que nos trouxe a um ponto onde estamos entre a espada e a parede. Quem é que, desde março, por preconceito ideológico, não utilizou todos os recursos na área da saúde? Quem é que perdeu o rasto aos contágios?" aponta.

Quanto à campanha eleitoral, o candidato da Iniciativa Liberal diz que continuará a trabalhar, tal como a maioria dos portugueses. Ainda assim, nota que não marcará comícios e jantares em salas fechadas.

O Governo apresentou, esta quarta-feira, novas medidas para fazer face à pandemia de Covid-19. Os portugueses ficam, tal como em março, com dever de recolhimento cívico.

Estas novas medidas, ao abrigo do projeto de decreto presidencial de estado de emergência, deverão estar em vigor por um mês, para travar a pandemia de Covid-19 em Portugal.

Na terça-feira, no final de mais uma reunião com epidemiologistas no Infarmed, em Lisboa, o primeiro-ministro classificou como "alarmante" a dinâmica de "fortíssimo crescimento" dos novos casos de infeção com o coronavírus, que atingiram os dez mil por dia no início desta semana.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de