Meta de 70% vacinados no início de agosto pode sofrer atraso de 15 dias

O vice-almirante Gouveia e Melo admite que é "prudente dizer que a meta pode atrasar-se", dada a escassez de vacinas.

A meta de vacinar 70% da população portuguesa no início de agosto pode estar comprometida pelo atraso na entrega de vacinas. O coordenador da task-force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19, Henrique Gouveia e Melo, ouvido na Assembleia da República, admite que a presumível imunidade de grupo pode sofrer um atraso de 15 dias.

"A expectativa de terminar os 70% de primeiras doses a 8 de agosto tem sido comprometida por adiamentos de entregas e produção de vacinas de duas marcas", adianta.

Ainda assim, Gouveia e Melo garante que está a fazer "o melhor que pode" para tentar cumprir a meta. "É prudente dizer que a meta pode atrasar-se por 15 dias, se continuarem a existir sucessivos atrasos", diz.

Questionado pelo PSD sobre a data exata em que a imunidade de grupo vai ocorrer, o coordenador do plano admite que não pode garantir "a esta distância, uma vez que as expectativas vão sendo defraudadas", quanto à entrega de vacinas.

O coordenador do plano admite que as zonas populosas, como Lisboa e Vale do Tejo, são as que estão mais atrasadas no processo de vacinação. O que se deve exclusivamente à escassez de vacinas.

"Tenho ouvido que a solução é vacinar mais, dá a sensação que não estamos a vacinar ao máximo que podemos, mas queria deixar claro que estamos a vacinar ao máximo que podemos. Temos stock limitados", esclarece.

Ainda assim, também os jovens já podem ver a luz ao fundo do túnel, uma vez que a expectativa da task-force é ter todas as faixas etárias em processo de vacinação a 4 de julho.

"A nossa estimativa é começar a vacinar pessoas com 20 anos a 4 de julho. Quando digo 20 anos é dos 18 até aos 30 anos. Dentro de 15 dias temos todas as faixas etárias em processo de vacinação", sublinha.

As farmácias continuam fora do plano de vacinação, apesar de se terem disponibilizado para vacinar utentes logo em janeiro, porque "não têm capacidade para o recobro de 30 minutos" obrigatório pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

"As farmácias estão excluídas deste processo, não por nenhuma consideração ideológica ou económica, mas por razões práticas. A DGS criou, na norma da vacinação, a necessidade de haver um recobro de 30 minutos. Claro que podem existir farmácias que o consigam fazer, mas a maior parte das farmácias não têm esse espaço", aponta.

Quase um terço dos portugueses já têm a vacinação completa contra a Covid-19 com a toma das duas doses, mais cerca de 381 mil do que na semana anterior, indicou a Direção-Geral da Saúde (DGS), no mais recente relatório do processo de vacinação, divulgado na terça-feira.

De acordo com o documento, 2.947.718 pessoas já receberam as duas tomas da vacina contra a Covid-19, o que equivale a 29% da população, 381.498 das quais na última semana.

Ao todo, 4.688.551 pessoas já foram vacinadas com pelo menos uma dose, mais 338.623 em relação ao último relatório, o que representa 46% da população, indica a DGS.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com menos percentagem de vacinados com duas doses (24%), sendo, nesta altura, a região com maior incidência da doença.

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