Miguel Morgado vai votar Montenegro e não desiste de fazer frente a Rio

Não vai à corrida à presidência do PSD por não ter reunido apoios "em volume suficiente". Apoiar campanhas não está nos planos, mas Miguel Morgado não esconde intenção de votar em Luís Montenegro

Não sendo ele candidato, vai colocar a cruz ao lado do nome de Luís Montenegro. Miguel Morgado não esconde que gostava de ter uma palavra no debate interno sobre o futuro do PSD, mas não conseguiu apoios suficientes e tem apenas a certeza de que continuará a fazer frente ao caminho seguido por Rui Rio.

Depois de na semana passada ter anunciado nas redes sociais que não ia ser candidato, o ex-deputado social-democrata nota que "sempre disse que ia enfrentar uma dificuldade que era reunir os requisitos e os meios que são necessários a uma candidatura a um grande partido nacional".

"Não tive os apoios em volume suficiente para levar por diante aquela que era a minha intenção, mas eu não desisto de lutar, de discutir e propor no interior do meu partido - e fora - aquilo que eu considero que é a direção e orientação estratégica futura que o PSD deve assumir. E não vou esconder as críticas que faço desde o início de 2018 à orientação estratégica seguida por Rui Rio", nota Miguel Morgado à margem da apresentação do livro "Linhas Direitas - Cultura e Política à direita" do qual é coordenador.

Tendo em conta os candidatos que se perfilam para esta corrida eleitoral interna no PSD - Rui Rio, Miguel Pinto Luz e Luís Montenegro -, Miguel Morgado sublinha que tem uma "relação política especial com Luís Montenegro" (foi vice-presidente da bancada quando Montenegro era presidente), que não irá apoiar nenhuma das candidaturas, mas não esconde em quem vai votar. "Não faço segredo de que irei votar no Luís Montenegro", afirma.

Casa cheia para debater e pensar a direita

Os lugares do salão nobre da Câmara de Comércio e Indústria não foram suficientes para tanta gente que fez questão de marcar presença no lançamento do livro "Linhas Direitas - Cultura e Política à direita", coordenado por Miguel Morgado e Rui Ramos.

Com pessoas sentadas no chão, estiveram na assistência várias figuras da política nacional com destaque para o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de quem, de resto, Miguel Morgado foi assessor. Na assistência destaque ainda para outras figuras como João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, Diogo Feio, João Almeida e Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, e António Leitão Amaro e Margarida Balseiro Lopes, do PSD.

Sobre a obra, Miguel Morgado identifica-a como uma "espécie de primeira pedra lançada para a reconstrução de um edifício comum onde as direitas possam não só viver, coexistir e falar umas com as outras, mas também crescer e ganhar o país".

Reconhecendo que há ("e desde há muito tempo") um pudor em alguém se assumir como sendo de direita em Portugal, Miguel Morgado nota que "a reabilitação da direita" passa pelo facto de ser necessário superar esse "repúdio e vergonha" de as pessoas se assumirem "de direita ou das direitas na sua pluralidade".

"O regime político precisa de duas pernas para a andar e só com a perna esquerda Portugal não se consegue mexer, não consegue andar para a frente e acompanhar o ritmo dos tempos. Enquanto o regime estiver coxo, é o país inteiro que sofre", sublinha Miguel Morgado.

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