"Militares são cidadãos como quaisquer outros." Associação dos Oficiais das Forças Armadas pede "equilíbrio" a Gouveia e Melo

Chefe do Estado-Maior da Armada ordenou vacinação dos operacionais da Marinha.

A Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) assume uma posição "quase neutra" sobre a ordem de vacinação contra a Covid-19 para todos os operacionais da Marinha. O presidente da associação, António Mota, diz entender o despacho do Chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo, como forma de evitar situações como a verificada no navio atracado no Porto Santo, em que 41 militares estão infetados com Covid-19.

Por outro lado, afirma que nenhum despacho se pode sobrepor à Constituição Portuguesa, sublinhando que a vacinação é voluntária para todos os cidadãos.

"Se todo o pessoal operacional tiver de ser vacinado, então aí não há dúvida nenhuma de que se vai chegar aos 100%. O problema é que um navio, quando sai para o mar, sai para estar dois, três ou quatro meses. É uma área absolutamente confinada, muito pequena. As pessoas estão em contacto 24 horas por dia e durante meses. Portanto, qualquer situação que ocorra a bordo de anormal implica, imediatamente coabitação, mais até no caso de uma doença muito contagiosa como é o caso da Covid-19, mas há que ter em conta que os militares são cidadãos como quaisquer outros e se, na própria Constituição, não há obrigatoriedade de vacinar há que ter em conta isso e atingir algum equilíbrio", explicou à TSF António Mota.

O Chefe do Estado-Maior da Armada ordenou esta sexta-feira a vacinação contra a Covid-19 dos militares das unidades operacionais da Marinha, para diminuir a "incidência, gravidade e transmissão da doença" e evitar quebras nas missões.

Num despacho datado de 13 de janeiro, publicado nas Ordens da Armada e disponível no site da Marinha, o recém empossado Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Henrique Gouveia e Melo, determina que "todos os militares que integram ou venham a integrar unidades operacionais sejam vacinados contra a Covid-19".

O despacho prevê que os requisitos de aprontamento sanitário dos militares das unidades operacionais, seguindo as normas das autoridades de saúde, passem a incluir a vacinação contra a Covid-19.

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