Ministra da Defesa promete "mais apoios" à Ucrânia "pelo tempo que for necessário"

Helena Carreiras manifestou o apoio à Ucrânia e lembrou que "desde os primeiros dias da anexação ilegal da Crimeia pela Rússia, Portugal tem participado em todos os maiores esforços internacionais para proteger as fronteiras" ucranianas.

A ministra da Defesa, Helena Carreiras, foi a representante portuguesa na Cimeira da Plataforma da Crimeira, que se realizou esta terça-feira. A mensagem do discurso foi de apoio à Ucrânia e condenação à invasão russa, numa altura em que são assinalados seis meses desde o início da guerra.

"Estas agressões não podem ser toleradas", começou por referir Helena Carreiras. "Desde os primeiros dias da anexação ilegal da Crimeia pela Rússia, Portugal tem participado em todos os maiores esforços internacionais para proteger as fronteiras" ucranianas, completou.

"Distribuímos material militar, ajuda financeira e humanitária e recebemos até agora mais de 50 mil refugiados ucranianos. Continuamos prontos para dar mais apoios pelo tempo que for necessário e apoiar o esforço de reconstrução nacional que se vai seguir", prometeu a ministra portuguesa.

Na mesma cimeira, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, antecipou um inverno difícil com uma guerra "de desgaste" no território ucraniano, provocada pela Rússia, defendendo um apoio a longo prazo para que a Ucrânia prevaleça como uma nação "soberana e independente".

"O inverno está a chegar e vai ser difícil e o que vemos agora é uma guerra de desgaste. Esta é uma batalha de vontades e uma batalha de logística e, por isso, devemos manter o nosso apoio à Ucrânia a longo prazo para que a Ucrânia prevaleça como uma nação soberana e independente", declarou Stoltenberg.

Numa intervenção durante a segunda cimeira da "Plataforma da Crimeia", um fórum de diálogo diplomático lançado por Kiev para coordenação da resposta internacional à ocupação da região pela Rússia em 2014, o líder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) vincou que "uma Ucrânia forte, estável e independente é essencial para a segurança euro-atlântica".

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