Ministra promete ser "embaixadora" da causa pela redução de portagens no interior

Ana Abrunhosa ressalva que é necessário ter em conta o impacto orçamental do fim das portagens.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, prometeu esta sexta-feira ser "embaixadora" da causa que luta pela redução até à abolição das portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador (ex-SCUT) do interior.

"O problema do interior não se resolve só com a diminuição ou abolição das portagens, mas ajuda e muito. Portanto, as pessoas deste território contam comigo como embaixadora desta causa e, tenho a certeza, com outros membros do Governo para irmos reduzindo gradualmente as portagens", afirmou.

Ana Abrunhosa falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde participou numa sessão de balanço do trabalho desenvolvido pelo C4 - Centro de Competências em Cloud Computing, que está sediado na Universidade da Beira Interior e que se dedica à investigação e aproveitamento das potencialidades da computação na nuvem.

Questionada pelos jornalistas à margem da cerimónia sobre aquela que é uma das principais reivindicações desta região do país, Ana Abrunhosa explicou que o seu papel poderá ser o de "embaixadora" da causa, mas ressalvou que também é preciso ter em conta o impacto orçamental da medida.

Lembrando que o Governo estabeleceu como uma das suas prioridades a coesão territorial, a ministra reconheceu que os "custos de contexto" são um dos "fatores relevantes" para essa coesão.

A governante assumiu ainda que a reivindicação local é "legítima", mas acautelou sempre a questão orçamental e não se comprometeu com medidas, nem adiantou se há algo previsto para o próximo Orçamento do Estado.

"Nós temos de fazer esta medida considerando sempre que isto tem um impacto orçamental grande e que até poderia pôr em causa a própria medida. E, portanto, contam como uma embaixadora neste objetivo, que é legítimo para os cidadãos, para os empresários e também para quem visita estes territórios", acrescentou.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 tem vindo a reivindicar a abolição das portagens naquelas duas vias, assumindo a possibilidade de tal ser feito de forma progressiva.

Esta plataforma integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

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