Ministro da Defesa chamado ao Parlamento por polémica com CEMA

Deputados admitem que reunião possa decorrer à porta fechada, se for essa a vontade de João Gomes Cravinho.

O Parlamento vai ouvir João Gomes Cravinho, ministro da Defesa, a propósito da polémica da semana passada sobre o Chefe de Estado Maior da Armada (CEMA). O pedido do PSD foi aprovado, esta quarta-feira de manhã, por maioria e com os votos contra do PS, na comissão de Defesa.

O pedido de uma reunião com a maior brevidade possível segue, esta quarta-feira, para o Ministério da Defesa, admitindo os deputados que a reunião possa decorrer à porta fechada, se for essa a vontade de João Gomes Cravinho.

Na reunião desta manhã, o presidente da comissão de Defesa Marcos Perestrello sugeriu que a explicação do ministro Gomes Cravinho ocorresse à porta fechada, dada a "sensibilidade" do caso e para concorrer para a "estabilidade" das Forças Armadas.

O PSD, autor do pedido de audição, considerou mais útil que esta decorresse à porta aberta, embora tenha admitido que possa ser fechada, desde que, de facto, se realize e as explicações sejam dadas.

PCP e CDS admitiram que seja essa a opção, se for a vontade do governante e o Bloco de Esquerda considerou que seria melhor se a audição decorresse de forma pública, para o total esclarecimento da matéria.

O ministro será ouvido a propósito da eventual saída de funções do atual Chefe de Estado-Maior da Armada e da sua substituição pelo vice-almirante Gouveia e Melo.

O caso levou, na semana passada, a uma reunião de urgência entre o primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Defesa e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nos termos da lei orgânica das Forças Armadas, os chefes dos ramos são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, que deve ser precedida da audição, através do ministro da Defesa Nacional, do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

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