Ministro defende a EDP de forma "ternurenta". Parece uma "máquina de dizer disparates"

O ministro do Ambiente acusou o PSD de "mentir" aos transmontanos sobre a venda de barragens pela EDP. Adão Silva, líder parlamentar do PSD, contra-ataca.

O líder parlamentar do PSD, Adão Silva, não poupa nas críticas ao Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que, em declarações à TSF, acusou os sociais-democratas mentir aos transmontanos na polémica da venda de seis barragens da bacia do Douro pela EDP.

Parece que o ministro do Ambiente "se converteu numa verdadeira máquina de dizer disparates", atira Adão Silva, ouvido pela TSF.

"Há um negócio, uma venda de barragens em Trás-os-Montes da EDP a uma empresa francesa. Este negócio vale 2,2 mil milhões de euros e o senhor ministro diz 'isto não paga impostos'. Então não paga impostos? Verdade? Então não paga IRC, não paga IMT, não paga emolumentos, não paga imposto de selo?", questiona.

Por sua vez, Matos Fernandes defende que a decisão sobre estas questões caberá apenas à Autoridade Tributária, não ao Governo.

Para o líder parlamentar do PSD, a resposta só reforça os motivos para condenar a postura do ministro do Ambiente e do Governo nesta matéria.

João Pedro Matos Fernandes "diz um disparate brutal ao chamar ignorante a toda a gente lá no Governo, aos colegas dele, ao dizer que no Governo ninguém sabe se paga, ou não paga, este imposto de selo. Então o ministro das Finanças não sabe? O secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Fiscais não sabe? O Governo, portanto, é completamente ignorante nesta matéria", condena Adão Silva.

O social-democrata considera mesmo "ternurenta" a forma como o ministro está "a defender a EDP".

"Respeitamos, evidentemente, a EDP, mas a EDP embolsou largos milhões, centenas e centenas de milhões, com este negócio, e, portanto, o que se espera, o que os portugueses esperam, é que esta grande empresa pague os impostos que são devidos e o seu ministro deixe de dizer disparates e não se arme aqui em protetor fiscal da EDP."

Os deputados de Trás-os-Montes querem "tudo muito bem esclarecido" e por isso mesmo entregaram à Procuradoria-Geral da República um pedido de averiguação da venda de seis barragens da bacia do Douro pela EDP, considerando que o Governo favoreceu a empresa e concedeu-lhe uma "borla fiscal".

Um "ato de desespero", nas palavras do ministro do Ambiente, "uma atitude própria de quem sabe que mentiu e que esgotou todos os argumentos políticos".

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