Ministro garante que não há sinais do Movimento Zero nas Forças Armadas

O ministro João Gomes Cravinho afirma que os casos de movimentos inorgânicos dentro do seio militar são "praticamente inexistentes".

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, não encontra sinais de grupos como o chamado Movimento Zero nas Forças Armadas. Durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, esta quarta-feira, o ministro desvalorizou a situação.

O Presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas tem vindo a alertar para o aparecimento de grupos com semelhanças ao Movimento Zero, por exemplo, na Marinha.

João Gomes Cravinho foi questionado pelo Bloco de Esquerda, na Assembleia da República, sobre o surgimento destes movimentos inorgânicos nas Forças Armadas, em protesto pela falta de resposta do poder político, mas afirmou que os mesmos são "praticamente inexistentes".

"Tenho vistos referências na imprensa sobre o aparecimento de movimentos tipo Zero nas Forças Armadas, mas é só na comunicação social. Não o sinto nas Forças Armadas. Francamente, são praticamente inexistentes", disse João Gomes Cravinho.

O ministro da Defesa considera que "as atitudes de se esconderem atrás do anonimato", que caracterizam este tipo de movimentos inorgânicos, "não correspondem à forma de ser dos militares" portugueses.

Apesar disso, o governante admite que "há trabalho a fazer" e que é preciso melhorar "as condições dos nossos militares".

Forças armadas alertam para o surgimento de movimentos

O presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, António Mota, concorda que não é comum os militares se esconderem por detrás de movimentos anónimos.

Contudo, António Mota prevê que, caso o Governo não dê respostas aos atuais problemas e tudo continuar como está, os movimentos vão surgir.

Governo disponível para aumentar vencimento de recrutas

O ministro da Defesa Nacional mostrou abertura para trabalhar numa solução para que nenhum militar, mesmo "nos três meses da recruta", ganhe menos do que salário mínimo nacional.

João Gomes Cravinho remete esse debate para a discussão na especialidade do Orçamento que está em curso, considerando "desejável" que possa avançar esse aumento que pode custar cerca de 1,5 milhões de euros.

"Este é um momento de fazer essa discussão, havendo abertura do nosso lado, sobre essa matéria", disse o ministro.

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