Missão para valorizar o interior falhou? Costa responde com investimento de 6,5 mil milhões e 37 mil empregos

A antiga coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior queixa-se de não ter tido nem o orçamento nem o apoio político de que precisava.

António Costa defende que já foram investidos vários milhões de euros no Interior. Isto em resposta a Helena Freitas, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior entre março de 2016 e julho de 2017, que na TSF afirmou que a missão para a valorização do interior falhou por falta de apoio político e financeiro.

"Felizmente, depois disso, o projeto cresceu, desenvolveu-se, sob a liderança, em particular, da ministra Ana Abrunhosa e da secretária de Estado da Valorização do Interior", destaca. "Já investimos 6,5 mil milhões de euros num conjunto de projetos no interior do país. Isso significou já cerca de 37.000 novos postos de trabalho só no Interior do país, para além de todos os projetos que estão em curso."

"Nós damos corpo a esse a esse programa", reforçou o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas no final de uma visita à fábrica de confeções Dielmar, em Alcains, concelho de Castelo Branco, no arranque da iniciativa "Governo mais próximo".

Após a insistência dos jornalistas, confrontado se, de facto, a missão de Helena Freitas "é uma missão falhada", como a própria admite, António Costa foi taxativo, atirando a responsabilidade para a anterior coordenadora.

"Deve ter sido porque ela se demitiu. Mas isso já foi há seis anos, o que já passamos depois disso", atirou.

Aqui, António Costa viu na primeira pessoa a nova vida da empresa que há dois anos faliu, colocando 200 pessoas no desemprego, antes da Valérius ter alcançado um acordo com os credores para a manutenção e o aproveitamento dos trabalhadores.

A rota de António Costa fora de Lisboa começou em Alcains, mas passa também pela Covilhã, Fundão e Idanha-a-Nova até terminar, na quinta-feira, em Castelo Branco. Nas declarações aos jornalistas, António Costa recusou até falar sobre "assuntos de Lisboa".

"Hoje é um dia dedicado ao distrito de Castelo Branco, já temos dias suficientes em que as atenções estão centradas em Lisboa", acrescentou.

Estão na agenda mais de 40 iniciativas onde estarão presentes membros do executivo, visitas a empresas e serviços públicos, reuniões com autarcas da região, além de um Conselho de Ministros onde temas relacionados com o interior estarão em cima da mesa.

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