Moedas "muito satisfeito" com aprovação do orçamento municipal após "dias de incerteza"

Autarca lisboeta garante que o tema do "erro de 40 milhões" não passa agora de "águas passadas".

"Foram dias de incerteza." É assim que o presidente da câmara municipal de Lisboa, Carlos Moedas, em declarações à TSF, classifica o período mais recente da sua governação e que culminou, esta terça-feira, na aprovação do orçamento municipal de 1,16 mil milhões de euros. A votação, dividida em dez pontos, contou com a abstenção do PS e tem ainda de passar pela Assembleia Municipal, mas o autarca mostra-se "muito satisfeito".

"Felizmente conseguimos realmente aprovar o orçamento, essa instabilidade e essa incerteza foram sanadas na reunião de hoje", assinala Moedas, que realça como este exercício orçamental como "importante para os lisboetas" e para o objetivo do governo camarário.

"O objetivo é ter aqui o instrumento mais importante da governação local", explica, "com medidas extremamente importantes para a vida das pessoas".

Quanto ao erro de classificação das despesas com a reabilitação de espaços como escolas ou creches, num valor de 40 milhões de euros, o presidente da Câmara garante que nunca foi um erro de dotação. Apesar de insistir que o assunto podia ter ficado resolvido na última quinta-feira, quando os trabalhos foram suspensos, Carlos Moedas afirma que tudo está resolvido e "isso é o importante, agora são águas passadas".

O orçamento vai agora ser sujeito à apreciação da Assembleia Municipal, esta quinta-feira, e o PS já fez saber que vai abster-se, apesar de não ter sido aplicada a disciplina de voto aos deputados municipais, o que significa que estes não estão obrigados a viabilizar a proposta o executivo. Nada que preocupe Carlos Moedas.

"É realmente de saudar que continue essa intenção de se abster, no fundo, é deixar passar o orçamento", assinala o autarca, que não quer comentar a liberdade de voto dos socialistas, porque "só o PS é que poderá responder porque é que assim decidiu"

Moedas compromete-se agora a "explicar e responder às perguntas" que possam surgir na reunião da assembleia e mostrar que fez "o melhor que podia" para apresentar um orçamento "que os membros do PS o possam deixar passar", até porque "tem muito daquilo que também eles fizeram".

Agora, depois do passo importante garantido esta terça-feira - e nas palavras do próprio autarca -, "mãos à obra, não é?"

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