Montenegro defende discriminação positiva no IRS e recurso ao privado para apoiar jovens

O presidente do PSD esteve na conferência "Em Nome do Futuro: Os desafios da juventude", onde apresentou as ideias do partido para responder aos problemas que atingem os jovens.

Luís Montenegro defendeu, esta quinta-feira, uma política fiscal que discrimine pela positiva os jovens, com uma taxa de IRS de 15%, e fez também a apologia do fim dos preconceitos em relação ao recurso ao setor privado, para responder aos problemas que afetam a juventude.

O presidente do PSD esteve, esta manhã, na conferência "Em Nome do Futuro: Os desafios da juventude", no Centro Cultural de Belém, onde começou por admitir que as notícias não têm sido animadoras para esta faixa da população.

O presidente do PSD nota que Portugal está a pagar o preço por aquilo que não fez nas últimas décadas e alerta que, agora, não se conseguem soluções de um dia para o outro.

"Os decisores políticos de esta têm de estar conscientes de que muitas das suas ações, por ventura, não terão o efeito imediato que normalmente se procura, nomeadamente para poder ter bons resultados eleitorais", referiu Montenegro, constatando que o poder político "procura fazer aquilo que mais rapidamente possa ser compensado".

Ainda assim, Luís Montenegro recusa "discursos fatalistas" e defende que é preciso olhar a longo prazo e procurar políticas públicas que tragam respostas, desde logo para começar por reter os jovens no país.

A discriminação positiva a nível fiscal é, nas palavras do líder do PSD, "um arrojo" que o país deve ter, mesmo em tempos de dificuldades.

"É um compromisso que tenho e que consumaremos agora brevemente, até porque vamos ter a discussão do Orçamento do Estado: que, em Portugal, os jovens até aos 35 anos tenham uma taxa de IRS máxima de 15%", declarou. "É, do meu ponto de vista, estratégico para fixar, reter, aquilo que são as necessidades da nossa economia, da nossa sociedade, para ser competitiva e para ser produtiva nos próximos anos."

E, para Luís Montenegro, já não basta manter em Portugal os jovens que nascem no país; é preciso também atrair jovens de fora.

"Nós temos de ter, efetivamente, um programa nacional de atração, acolhimento e integração de imigrantes, para podermos ter mão de obra, para podermos ter uma economia competitiva e sustentabilidade em alguns sistemas, como o da segurança social", afirmou.

O recurso ao setor privado é o caminho apontado pelo presidente do PSD para fazer face a outros problemas que enfrentam os jovens, desde a falta de alojamento estudantil até à necessidade de uma rede totalmente gratuita de creches, para porem os filhos.

"O poder político não pode desperdiçar a capacidade instalada no setor privado, não pode ter complexos dessa natureza, porque o que está em causa é a igualdade de oportunidades", defendeu. "Por isso mesmo, o PSD tem pendente até, na Assembleia da República, uma iniciativa legislativa que vai ser discutida agora no próximo dia 7 [de outubro] neste sentido", salientou.

Luís Montenegro concluiu afirmando que há que dar aos jovens esperança, para que possam olhar para Portugal como um país onde construir vida, e deixou a promessa de, enquanto líder da oposição, escrutinar tudo o que o Governo fizer - e não fizer - para garanti-lo.

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