Montenegro "não contribui" para adiamento do aeroporto e aguarda proposta para fim do veto das autarquias

O presidente do PSD lembra que a avaliação estratégica do futuro aeroporto é obrigatória por lei.

Luís Montenegro responde às críticas e defende que o PSD não está a contribuir para o adiamento de uma solução para o aeroporto de Lisboa, depois de se ter sentado à mesa com António Costa, onde ficou decidido que a avaliação ambiental estratégica ficará concluída até ao final de 2023, estudando várias soluções, além de Montijo e Alcochete.

O presidente do PSD esteve reunido com o presidente da Liga dos Bombeiros e, em declarações aos jornalistas, comentou a decisão do Governo sobre a equipa que ficará responsável pelo estudo, "da qual o PSD tinha conhecimento prévio".

Explicando que o coordenador, nomeado pelo primeiro-ministro, "ficará responsável por designar responsáveis por cinco áreas", Luís Montenegro aproveitou para responder a quem o critica de, em articulação com o Governo, adiar a decisão sobre o aeroporto.

"Contrariamente ao que li e ouvi durante os últimos dias, o que sucede com esta decisão não é o adiamento por mais um ano para se realizar mais um estudo. Este não é "mais um estudo, este é o único estudo que ainda não foi feito. A avaliação ambiental estratégica é uma imposição das regras europeias", atira.

Luís Montenegro lembra "que sempre disse isto" e mostra-se até "perplexo" com "o desconhecimento do Governo" sobre a obrigatoriedade do estudo, "qualquer que fosse a decisão", antes ou depois de ter uma localização definida.

"O que se vai fazer, é a primeira vez que se vai fazer", acrescenta.

Questionado sobre o fim do polémico poder de veto das autarquias, que vai ser proposto pelo Governo à Assembleia da República, Luís Montenegro diz que o PSD só vai tomar uma posição depois de conhecer o diploma.

"Não foi motivo das nossas conversas, portanto, aguardaremos a apresentação da proposta de lei no Parlamento. Sendo certo que a proposta tem o seu desfecho anunciado: o PS tem maioria absoluta", sublinha.

Ainda assim, o líder do PSD não define um sentido de voto do partido, esperando "pela proposta que lá estiver".

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