Morreu Almeida Bruno, o general que a PIDE tentou matar em 1974

O general participou no Golpe das Caldas, no qual tentou derrubar o Estado Novo.

O general Almeida Bruno morreu esta quarta-feira aos 87 anos. Almeida Bruno foi um dos mais condecorados oficiais da Guerra Colonial.

Em 1974, o general participou no Golpe das Caldas, em que se tentou destituir o Estado Novo, um mês antes de ocorrer a revolução do 25 de Abril. Nessa altura, Almeida Bruno foi alvo de uma tentativa de homicídio por parte da PIDE.

Na Guerra Colonial, o general esteve na Guiné e em Angola. Integrou um dos cursos de oficiais mais ilustres da história da Academia Militar, em 1953, na companhia de Loureiro dos Santos, Gabriel Espírito Santo, Ernesto Melo Antunes e Ramalho Eanes.

Depois da Revolução dos Cravos, Almeida Bruno foi diretor da Academia Militar.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do general. "O Presidente da República evoca, com respeito, admiração e amizade, o General João de Almeida Bruno, apresentando as suas condolências à Família e ao Exército Português, que serviu com independência, sentido de missão e devoção integral", lê-se na página da Presidência da República.

Pelo seu lado, a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, "envia as suas condolências à família do General João de Almeida Bruno, que faleceu no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa".

"Incorporado no Exército em 1952, Almeida Bruno serviu as Forças Armadas e o país ao longo de mais de quatro décadas, num percurso que culminou como Presidente do Supremo Tribunal Militar, entre 1994 e 1998, momento da sua passagem à situação de reforma", descreve o Ministério da Defesa Nacional.

"Ao longo da sua carreira foi distinguido com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com as medalhas de Valor Militar e da Cruz de Guerra, e com a Ordem Militar de Avis, entre outras condecorações", refere.

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