Mortágua acusa Governo de "quebrar promessas" e apela a "movimento social" para responder à inflação

O BE vai apresentar propostas na fase de espacialidade do Orçamento, para aumentar os salários e tributar os lucros das empresas.

O Bloco de Esquerda (BE) vai propor a redução do IVA da eletricidade de 23 para seis por cento e a tributação de lucros extraordinários das empresas, já na fase de especialidade do Orçamento do Estado. Mariana Mortágua diz que são os mais pobres a pagar a crise e acusa o Governo "de quebrar as duas maiores promessas eleitorais".

O partido apresentou um conjunto de medidas para fazer frente à inflação, que prevê também o aumento dos salários dos portugueses, tendo em conta que "a perda de poder de compra é de 3,1 por cento"

"Se toda a economia se comportasse como o Governo, com aumentos de salários de 0,9 por cento e produtividade de 3,5 por cento, os salários desceriam no PIB 6,6 por cento. Estamos perante a quebra das duas maiores promessas que o Governo fez", atira.

Mariana Mortágua garante que, se a situação se mantiver, "os rendimentos não vão aumentar em 2022, nem em 2023", com o peso dos salários no PIB a reduzir.

A deputada bloquista defende que a argumentação do Governo, de que a inflação é temporária, "é um mito" e são os mais pobres a pagar a crise: "O Governo está a propor um corte permanente de quem trabalha".

Os lucros da inflação, por outro lado, "estão a ser entregues às grandes empresas", como a Galp e a EDP, "que tem tido margens historicamente altas".

Questionada sobre as medidas que o partido vai apresentar na fase de especialidade do Orçamento do Estado, que precisam do apoio do PS para serem aprovadas, Mariana Mortágua apela a um "movimento social" para pressionar o Governo.

"Os argumentos que o Governo tem utilizado são argumentos historicamente encontrados à direita, com a recusa no aumento dos salários e na inexistência da tributação dos lucros das grandes empresas. O que nós esperamos é que possa haver uma movimentação social e uma exigência social que possam levar o Governo a considerar algumas destas propostas", apela.

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