Morte de Sampaio. Gulbenkian lamenta "perda inestimável" de um "construtor de pontes"

A fundação recorda "a sua permanente disponibilidade, a sabedoria e a dedicação demonstradas na relação com a Fundação, mas também a sua presença amiga, inteligente, sensível e generosa em todas as ocasiões".

A Fundação Calouste Gulbenkian lamentou nesta sexta-feira a morte de Jorge Sampaio, considerando-a uma "perda inestimável" de um antigo Presidente da República que foi um "construtor de pontes" nas questões sociais e de direitos humanos.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu nesta sexta-feira aos 81 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Numa nota de pesar enviada à agência Lusa, o conselho de administração da Gulbenkian recorda a estreita colaboração com a fundação ao longo dos últimos 15 anos, nomeadamente, como presidente do júri de vários prémios internacionais, desde o Prémio Internacional Calouste Gulbenkian, criado em 2006, até ao mais recente Prémio Gulbenkian para a Humanidade.

"O Presidente Jorge Sampaio foi, além de político, um eminente jurisconsulto e defensor dos direitos humanos. Será sempre recordado como um humanista, um construtor de pontes, um homem que agiu ativamente em prol dos mais vulneráveis, em áreas tão diversas quanto o VIH-Sida, as drogas e toxicodependências, os direitos humanos ou desafios internacionais como os de Timor-Leste ou da Síria", sublinha o conselho de administração.

A presidente da Gulbenkian, Isabel Mota, também citada no comunicado, recorda "a sua permanente disponibilidade, a sabedoria e a dedicação demonstradas na relação com a Fundação, mas também a sua presença amiga, inteligente, sensível e generosa em todas as ocasiões".

Para Isabel Mota, o desaparecimento de Jorge Sampaio representa "uma perda inestimável para a Fundação, que tinha nele uma voz sempre presente e atenta aos grandes problemas da sociedade, seja em Portugal ou na cena internacional".

A fundação recordou ainda o apoio prestado, nos últimos anos, às várias missões de Jorge Sampaio enquanto Enviado Especial das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose, Alto-comissário da Organização das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações e, mais recentemente, a Plataforma Global para os Estudantes Sírios.

O ex-chefe de Estado estava internado desde dia 27 de agosto no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, com dificuldades respiratórias.

Sampaio estava no Algarve, mas após sentir dificuldades respiratórias, e "dado o seu historial de doente cardíaco", foi transferido para Lisboa, disse na altura com fonte do seu gabinete.

Jorge Sampaio, de 81 anos, foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006.

Em 1989 foi eleito líder do Partido Socialista e na mesma altura foi eleito presidente da Câmara de Lisboa, tendo sido reeleito em 1993.

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e entre 2007 e 2013 foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens para trás sem acesso à educação.

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