"Movem-me causas, não me movem cargos." Edite Estrela mantém o silêncio quanto à presidência da AR

Edite Estrela votará a favor de qualquer que seja a opção do Partido Socialista para a presidência da Assembleia da República, e não avança se é mesmo a escolha da sua força política, como tem sido noticiado. No entanto, não hesita em admitir que "temos necessidade de aumentar a representação feminina nos cargos de poder".

"Movem-me causas, não me movem cargos." Edite Estrela responde desta forma, depois de o seu o nome ter sido apontado como a provável escolha do Partido Socialista para presidir à futura Mesa do Parlamento, substituindo Ferro Rodrigues. A vice-presidente do Parlamento não exclui a hipótese, nem adianta nada sobre isso, mas garante: "Eu sinto-me bem comigo própria. Todas as funções que desempenhei... Desempenhei-as com muita dedicação, com muito entusiasmo, e foi um privilégio e um prazer tê-las desempenhado."

Em entrevista à TSF, no programa Uma Questão de ADN, de Teresa Dias Mendes, Edite Estrela assegura que está tranquila quanto a qualquer decisão do Partido Socialista nesta matéria. "Eu gosto de trabalhar, eu gosto de servir os outros. Eu gosto de fazer e gosto de ver quando os outros fazem."

No entanto, quanto à necessidade de aumentar a representatividade feminina em cargos de responsabilidade política, não há o que negar: "Sou defensora de que temos necessidade de aumentar a representação feminina nos cargos de poder, seja na Presidência da República, na presidência da Assembleia da República, no Governo, direções partidárias, no Conselho de Estado. Temos mulheres com muito valor, que precisam de ter a sua oportunidade para mostrarem aquilo que valem."

O nome de Edite Estrela tem sido criticado, na sequência da polémica instalada sobre a eleição de um vice-presidente do partido Chega. Ferro Rodrigues expressou-lhe solidariedade institucional, na última conferência de líderes, considerando que Edite Estrela está a ser alvo de "vis ataques pessoais e de caráter, em circunstâncias inadmissíveis em democracia".

A deputada que já disse publicamente que o cargo de presidente da Assembleia da República é algo que qualquer deputado gostaria de exercer prefere manter agora o silêncio, afirmando apenas que qualquer que seja a escolha do PS terá o seu voto. "Quaisquer que sejam os nomes indicados pelo Partido Socialista para a mesa da Assembleia da República merecerão o meu apoio e o meu voto", declara.

Para já, contudo, mantém o recato. "Agora, silêncio, tal como me tenho mantido em silêncio até agora", admite. Questionada por Teresa Dias Mendes sobre se esse é um lugar entre o desassossego e a tranquilidade, Edite Estrela reflete: "Esse é o meu estado normal; é o desassossego e a tranquilidade."

Edite Estrela é a convidada do programa Uma Questão de ADN, de Teresa Dias Mendes. A vice-presidente da AR vem acompanhada pelo neto, Diogo Maria Cardoso, que votou pela primeira vez nas legislativas de dia 30 de janeiro. O voto é secreto, mas ele confessa que votou PS, pelo partido e pela avó, com quem tem uma relação cúmplice e sincera. Falam também de política, e das polémicas que estão na ordem do dia. Pode ouvir o programa esta quarta-feira, depois das notícias das 13h00.

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