Movimentos independentes contra obrigação de declararem militância partidária

Para Aurélio Ferreira, não tem "qualquer sentido que um candidato tenha de dizer qual é a sua filiação partidária quando preencheu a candidatura de um grupo de cidadãos".

A Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes defende que a proposta da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que quer obrigar os candidatos independentes às autarquias, mas também os eleitores que subscrevem essas candidaturas, a declararem expressamente se são militantes de algum partido não tem qualquer sentido.

Entrevistado pela TSF, o presidente desta associação, Aurélio Ferreira, considera que "nas coligações dos partidos é que terá que haver, segundo a lei, a indicação de que partido é que vêm para ficar claro nas listas a origem de cada um dos candidatos".

Por outro lado, sublinha, "nos outros cidadãos eleitores não será assim, com toda a certeza, por uma razão simples: são cidadãos que estão perfeitamente alinhados com a cidadania, com a intervenção na sua comunidade", ou seja, "se lhes perguntar se eles são de direita ou de esquerda eles dirão um pouco como disse o senhor Emmanuel Macron: são em frente".

Por isso, para Aurélio Ferreira, não tem "qualquer sentido que um candidato tenha de dizer qual é a sua filiação partidária quando preencheu a candidatura de um grupo de cidadãos".

Por outro lado, João Tiago Machado, o porta-voz da CNE, ouvido pela TSF, insiste no argumento da igualdade entre candidaturas.

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