"É mentira!" Joacine exalta-se e acusa assembleia de posição ilegal

Joacine Katar Moreira acusa o relatório da Assembleia de ter "inverdades e algumas mentiras". A deputada acredita que a retirada da confiança poucos meses após a eleição "é algo absolutamente inédito".

Joacine Katar Moreira subiu ao palco do IX Congresso do Livre e começou por atirar que o "elemento fundamental da normalidade democrática tem de ser a ética e a verdade", mostrando-se de "consciência tranquilíssima" em relação ao trabalho feito até aqui.

Pouco antes, à entrada da Junta de Freguesia de Alvalade, Joacine deixou claro que não vai deixar o cargo de deputada.

A deputada recordou que a Assembleia quer retirar a Assembleia "dois meses" depois de ter chegado ao Parlamento. "É algo absolutamente inédito, mas nós também somos um partido inédito", referiu.

O relatório "fere a minha honra", é cheio de "inverdades e de algumas mentiras", assegurou a deputada única do partido, uma afirmação que arrancou alguns aplausos da plateia.

Joacine Katar Moreira admitiu que não sabe como "lidar com isto", frisando que alguns dos factos são de uma "vulgaridade assustadora". "Muitos de nós não estamos preparados para o voto que os portugueses nos deram", acusou a deputada, assegurando que esta não é a ideologia do Livre.

A dirigente do Livre garante que na vida nunca foi confrontada com retirada de confiança e explica que desde que foi eleita sentiu "restrição da minha liberdade de escolha". A deputada revelou que a escolha dos assessores começou por ser um dos problemas, mas reforçou que as pessoas escolhidas "subscreveram os ideais" do partido e que parte deles estiveram no início do partido.

Katar Moreira assegura ainda que, em todas as suas intervenções, não houve nada contra as ideologias do partido.

Joacine não quer "deixar órfãos" os eleitores

Após a apresentação da resolução da Assembleia, Joacine Katar Moreira voltou a subir ao palco para dizer que "há palavras com mais valores do que outras", reforçando que "é mentira" o que a Assembleia está a fazer.

A deputada gritou perante os congressistas do Livre, mostrando-se indignada e sublinhando que não dá para ter calma. "Isto é uma perseguição, é inadmissível", apontou.

"Eu não fiz nada de errado, ainda. Sou humana e se calhar hei de errar. Estive obcecada a defender todos os pontos desta eleição", reiterou, frisando que os militantes "não sabem da missa a metade e usam o ódio para [a] tentar afastar".

A deputada garante que vai manter-se, independentemente do resultado do Congresso, para "não deixar órfãos as pessoas que votaram em outubro e que nos elegeram".

Joacine Katar Moreira recordou que uma deputada não-inscrita perde muitos direitos e deixa um alerta ao Congresso: "São vocês que vão decidir se vão silenciar as 57 mil pessoas que votaram."

"Elegeram mulher que gagueja, uma mulher negra que foi útil para a subvenção", acusou a deputada, bastante exaltada e frisando que "isto é ilegal".

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