"Não consigo compreender qual a estratégia do Governo a não ser querer eleições antecipadas"

Quanto a um contacto por parte do Governo, Catarina Martins diz não ter tido nenhuma novidade.

A coordenadora do Bloco de Esquerda confirma que não houve desde esta segunda-feira qualquer contacto da parte do Governo com o partido e, na sua perspetiva, o único desejo do Executivo de António Costa só pode ser o de eleições antecipadas.

"Eu não consigo compreender qual é a estratégia do Governo a não ser querer eleições antecipadas, e eu acho isso de uma tremenda irresponsabilidade", sustenta.

Quanto a um contacto por parte do Governo, Catarina Martins diz não ter tido nenhuma novidade.

"Mantivemos como sempre a nossa determinação e a nossa vontade. Achamos uma perfeita irresponsabilidade que não haja vontade neste momento para construir uma solução de Orçamento do Estado para o país, não uma solução de faz de conta, mas uma solução real, porque neste momento as pessoas estão a ver o seu salário e a sua pensão cada vez mais curto, estão a ver o seu hospital a não responder, não conseguem consulta com o médico de família e não suportam mais anúncios. Precisam sim de soluções concretas", acrescenta.

A participar no protesto dos cuidadores informais na escadaria da Assembleia da República, Catarina Martins dá o exemplo do estatuto dos cuidadores com verbas que foram inscritas em orçamento e não foram executadas.

"O problema é que está no Orçamento e depois não existe na vida concreta das pessoas"

"O Orçamento do Estado já previa 30 milhões de euros para apoiar os cuidadores informais. Sabem quanto foi gasto? 200 mil. Este ano, o estatuto previa novamente 30 milhões de euros. Sabem quanto foi gasto até setembro? 700 mil. O problema não é o que está no Orçamento. O problema é que está no Orçamento e depois não existe na vida concreta das pessoas. Este é o grande problema com que Portugal se depara neste momento e acho que a responsabilidade da política é fazer com que aquilo que é prometido, com que o que é inscrito seja real. A política não pode ser do anúncio que nunca se concretiza", remata.

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