"Não consigo entender como é que as lideranças da direita não são mais proativas"

Manuel Monteiro voltou ao CDS há um ano e lamenta não ter uma intervenção mais significativa. À direita deixa alertas de oportunidades e questões que tem deixado escapar.

Manuel Monteiro defende que a direita deveria ser mais proativa. Quando passa um ano desde o regresso ao CDS, o antigo líder do partido diz não compreender o silêncio e a falta de perguntas sobre várias questões. "Não consigo entender como é que as lideranças políticas da direita não são mais proativas, e talvez com isso se afastassem de questões que dizem muito respeito aos núcleos internos dos partidos mas dizem muito pouco respeito aos cidadãos em concreto", começa por dizer, em declarações à TSF.

O centrista acredita que a oposição da direita tem questionado pouco no que toca a assuntos emergentes. "Ainda não compreendi como é que não se questionou, por exemplo, o doutor Fernando Medina sobre se irá cumprir o seu mandato como presidente de Câmara, e como é que não se questiona já o doutor António Costa como primeiro-ministro, sobre se nos pode garantir que o próximo Orçamento do Estado será executado por ele", exemplifica.

Manuel Monteiro diz que não se arrepende de ter regressado ao CDS - "pessoalmente, em termos interiores, valeu a pena, sem dúvida nenhuma" -, mas adianta que que nem sempre é chamado para ter um papel mais interventivo. "Tenho compreendido que nem sempre possa ser chamado, porque há sempre aquela ideia... Se eu quero ou não regressar à vida mais ativa sob o ponto de vista político."

O antigo líder do CDS admite que a hesitação se prenda com "alguns receios que eventualmente ainda possam existir na mente de muitas pessoas", mas não se sobressalta, a não ser com os temas políticos que vão surgindo: "Tenho muita tranquilidade... Vejo com muita preocupação os temas da atualidade."

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