"Não é só mais um debate." Politóloga diz que confronto entre Costa e Rio pode ser decisivo

Para Marina Costa Lobo há questões que os dois candidatos devem esclarecer esta noite.

António Costa e Rui Rio protagonizam esta quinta-feira à noite o único debate entre apenas os dois até às eleições de dia 30 e para a politóloga Marina Costa Lobo, investigadora do Instituto de Ciências Sociais, o confronto pode ser decisivo. Não pode ser encarado como apenas mais um.

"Este não é só mais um debate porque é o debate entre os dois principais líderes partidários em Portugal e um deles é primeiro-ministro. Também não é só mais um debate porque, apesar de tudo, as sondagens indicam que tem vindo a ser feito um caminho de aproximação entre estes dois partidos e ainda faltam mais de 15 dias para o ato eleitoral. Há uma percentagem significativa de indecisos", explicou à TSF Marina Costa Lobo.

Para a politóloga há questões que os dois candidatos devem esclarecer esta noite, como as condições de governabilidade, por exemplo.

"Se qualquer um deles ganhar as eleições, mas sem maioria absoluta, como é que pensam governar? Tentando fazer coligações dentro do seu próprio bloco ou procurando o apoio mútuo - o PS procurando o do PSD e vice-versa - caso não tenham maioria absoluta? Isto ainda não foi discutido nem claramente dito. Em particular, António Costa não revelou se está disponível para apoiar um Governo minoritário do PSD para que este não tenha de depender do apoio do Chega, por exemplo. Isso não foi respondido ainda", afirmou a politóloga.

Além disso é importante conhecer que soluções o PS e o PSD têm para os problemas do país.

"Há dois tipos de questões que devem ser discutidas. Por um lado, a visão que cada um tem para o futuro do país. Estamos a falar de crescimento, competitividade, inclusão, pobreza e convergência com a União Europeia. Como é que pensam governar e resolver estes problemas que existem em Portugal", sublinhou Marina Costa Lobo.

Quanto à postura que António Costa e Rui Rio têm assumido nos debates, a politóloga considera que não é muito diferente da que os portugueses já conhecem. Os líderes do PS e do PSD têm estilos diferentes e, nesse aspeto, as sondagens têm dado vantagem a António Costa.

"As preferências dos portugueses vão na direção de António Costa, que lhes parece ter mais qualidades de primeiro-ministro do que Rui Rio. Nós colocámos essa questão nas sondagens ICS/ISCTE e há diferenças significativas, apesar de tudo, na popularidade dos dois líderes que não se esbateram significativamente nos últimos tempos. Quando fomos perguntar características mais específicas vimos que, normalmente, a preferência recai sobre António Costa. Eles abordam os debates de forma diferente. Rui Rio de forma mais solta e António Costa de forma mais preparada, pensada e formal", acrescentou a investigadora do Instituto de Ciências Sociais.

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