"Não entramos numa caça às bruxas." Costa defende que ilegalização do PCP "é inconcebível"

Costa diz que o Governo tem uma posição clara de apoio à Ucrânia, mas Portugal "não vive num clima de caça às bruxas".

O PCP pediu "um posicionamento" dos órgãos de soberania, depois de o presidente da Associação de Refugiados Ucranianos ter afirmado que os comunistas estão a apoiar a guerra, e António Costa foi claro. Para o primeiro-ministro, "é inconcebível" afirmar que os comunistas são um partido "antidemocrático", num país onde há espaço para todas as opiniões.

No sábado, o presidente da associação Refugiados Ucranianos, Maksym Tarkivskyy, disse à agência Lusa não perceber "como é que Portugal, um país democrático, continua a ter um partido como o PCP": "É um partido que está, basicamente, neste momento, a apoiar a guerra".

Questionado sobre o pedido dos comunistas, que emitiram um comunicado na terça-feira, António Costa lembrou que o Governo tem uma posição clara de apoio à Ucrânia, mas Portugal "não vive um clima de caça às bruxas".

"Não entramos, em Portugal, num clima de caça às bruxas e respeitamos o pluralismo que resulta da vontade livre dos cidadãos portugueses. Creio que é claro para todos a profunda divergência em relação ao PCP, mas da divergência política passar para ilegalização do PCP é algo inconcebível num Estado de direito democrático", disse Costa.

O primeiro-ministro acrescentou que os comunistas têm uma posição diametralmente oposta da nossa", mas "faz parte da democracia que os partidos políticos tenham liberdade de fixar as suas próprias posições".

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