"Não estamos na fase da escolha do líder. O PSD teve várias eleições nos últimos anos"

António Leitão Amaro expande a reflexão sobre o futuro do PSD e vinca que "o esforço é muito mais amplo do que a escolha da liderança".

António Leitão Amaro, antigo secretário de Estado que esteve ao lado de Paulo Rangel nas diretas contra Rui Rio, defendeu esta manhã, em declarações à TSF, que ainda não é chegado o momento de discutir nomes para a liderança.

"Nós não estamos na fase da escolha do líder. O PSD teve várias eleições nos últimos anos, com vários candidatos em cada uma das eleições." Leitão Amaro chega mesmo a lembrar que "Rui Rio ganhou as últimas três eleições", admitindo que nos dois mais recentes atos eleitorais defendeu Luís Montenegro e Paulo Rangel, "duas pessoas com imensas capacidades que têm de ser ambos parte do esforço que o PSD tem de fazer".

No entanto, o antigo governante sustenta que há, acima de tudo, uma urgência de análise interna. "O esforço é muito mais amplo do que a escolha da liderança. O ponto mais importante, neste momento, não é esse. Se nós acharmos que se resolve tudo com a mudança de Rio para o A e o B, estamos muito enganados e não vamos fazer as mudanças de que os portugueses precisam."

Leitão Amaro fixa, tal como Paulo Rangel o fez, num artigo assinado no jornal Público, três objetivos imediatos para os sociais-democratas, sendo prioritário "voltar a ser a oposição, a diferença, a alternativa ao PS", em vez de serem suscitadas "dúvidas sobre se [o partido] é uma muleta".

Em segundo lugar, analisa o antigo secretário de Estado, "o PSD precisa de ser a casa moderada, mas que faz a síntese das várias alternativas e sensibilidades ideológicas alternativas ao socialismo", mas que sejam "moderadas".

"Tem de voltar a ser o principal partido reformista, que mostre o caminho de reformas para o país e que seja capaz de dar esperança aos portugueses", conclui o social-democrata.

Rui Rio já avisou na quarta-feira que quer que esta discussão sobre a liderança se faça no interior do PSD e não na esfera da comunicação social. António Leitão Amaro não concorda com a ideia. "O PSD não se pode poupar ao debate sobre o seu presente, e, sobretudo, sobre o seu futuro", aponta, lembrando, porém que este é "um debate que vai acontecer em reuniões internas, que vai acontecer, como em qualquer partido político democrático, com debate público também".

Leitão Amaro pede que o debate não se restrinja às sedes do partido e que não haja a tentação de dificultar ou coartar estratégias diferentes, já que a "pluralidade de opiniões é muito importante".

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