"Não me demito!" Costa admite governar em duodécimos

Questionado por Rui Rio sobre o porquê de não se demitir face ao chumbo do documento, o primeiro-ministro assinalou ter o dever de "enfrentar as dificuldades".

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta terça-feira que o seu dever e o do Governo é "não virar as costas" ao país num momento difícil, garantindo que não se irá demitir, admitindo, mais tarde durante o debate, governar em duodécimos.

No arranque do debate na generalidade do Orçamento do Estado, o presidente do PSD, Rui Rio, questionou Costa porque não se demitia face ao anunciado chumbo do documento.

Na resposta, o primeiro-ministro reconheceu ao parlamento competência para aprovar ou não o documento e ao Presidente da República "toda a legitimidade" para decidir sobre "a dissolução ou não" da Assembleia da República.

"Mas o Governo também tem o dever de interpretar qual é o seu dever perante o nosso país e os portugueses. E sobre isso não tenho a menor dúvidas: o dever do Governo, o meu dever, não é virar as costas num momento de dificuldades, é enfrentar as dificuldades e por isso eu não me demito", assegurou.

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