"Não podemos perder tempo." Costa considera "absurda" crítica sobre apoio ao Estado e não a empresas

O primeiro-ministro considera "absurdas" as críticas de que o Governo vai canalizar para o Estado os novos fundos europeus esquecendo as empresas. Costa pede debate "gerador de consensos" e com metas bem definidas.

Um dia depois de receber os partidos com assento parlamentar, António Costa responde às críticas dos partidos à direita do PS que acusam o Governo de privilegiar o Estado.

"Não se caia nesse debate absurdo sobre se este Plano de Recuperação e Resiliência deve investir no Estado ou nas empresas. Este plano tem de investir nas pessoas e nas empresas. E para servir melhor as pessoas e as empresas precisamos de um Estado mais robusto e eficiente", defendeu António Costa, sob aplausos dos deputados do PS, reunidos na "Jornadas de Trabalho", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Era uma resposta a partidos como a Iniciativa Liberal, CDS e PSD que na segunda-feira deixaram críticas ao peso de investimentos na administração pública.

Costa responde que "basta falar com muitos empresários para explicarem: mais do que subsídios precisamos de uma justiça eficaz e de uma Administração Pública eficiente".

Perante os deputados socialistas, o primeiro-ministro e líder do PS alertou para a "gigantesca responsabilidade" que representa a aplicação dos fundos europeus, que considerou não serem "um cheque" mas um "compromisso com a União Europeia".

"Não podemos perder tempo, porque a crise está aí, são milhares de empresas que estão ameaçadas de poder fechar, são milhares de postos de trabalho que já foram perdidos ou que estão ameaçados, e assiste-se a uma perda de rendimentos no conjunto a sociedade que pode vir a atingir as famílias", alerta o Primeiro-Ministro.

"A pior coisa que nos podia acontecer é iniciar-se este ciclo numa situação tão crítica como a atual e podermos dar-nos ao luxo de ao longo de dez anos passarmos o tempo a hesitar, a ter dúvidas e a voltar ao princípio, reabrindo as decisões que sucessivos governos vão tomando. Se, nos próximos dez anos, fizemos aquilo que foi feito nos últimos 50 anos a propósito do aeroporto de Lisboa, então daqui a dez chegaremos ao fim com muito dinheiro gasto em estudos, mas sem se fazer nada de efetivamente concreto que altere a realidade do país", avisa Costa prometendo, mais uma vez, que haverá "transparência e menos burocracia" na aplicação dos fundos.

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