"Não sou um controleiro." Francisco Rodrigues dos Santos nega ter "tropa de combate" no CDS

Em entrevista à TSF, o jovem candidato à liderança do CDS respondeu às críticas internas de que tem sido alvo, classificando-as como atos de "cobardia".

Francisco Rodrigues dos Santos garante que não tem um estilo de liderança controlador e lembra que sempre foi eleito democraticamente com "maiorias bastante expressivas".

Nos bastidores do CDS, o atual líder da Juventude Popular (JP) tem sido acusado de estabelecer uma "uma tropa de combate" nas redes sociais e nas ações públicas e até de "espalhar espiões pela salas para ver quem bate palmas e quem não bate".

"Todas as pessoas que se manifestam contra ele têm telefonemas a seguir", revelou uma fonte centrista, que preferiu não ser identificada.

Em entrevista à TSF, Francisco Rodrigues dos Santos referiu que nunca ouviu tais comentários "em quatro anos" de liderança [está à frente da Juventude Popular desde 2015]. "Foi a dois dias do congresso eletivo do CDS que ouvi essas críticas - sob a capa do anonimato!", protestou. "O relativismo moral é o primeiro refúgio dos cobardes."

"Eu fui eleito sempre democraticamente, tive sempre maiorias bastante expressivas, fui mandatado para defender um caderno de encargos que cumpri escrupulosamente, e hoje estou em condições de ganhar o congresso do partido, como espero, por ter uma liderança que é acutilante, carismática e agregadora, que é o que se espera dos líderes", defendeu o jovem advogado.

"Não sou um 'controleiro'", declarou Francisco Rodrigues dos Santos. "Não tenho uma liderança musculada, tenho uma liderança convicta - e é isso que faz falta a Portugal", reforçou.

O novo Paulo Portas?

Nesta entrevista à TSF, o jovem candidato centrista - conhecido por "Chicão", no seio do partido - definiu como prioridades para uma futura presidência do CDS as "políticas de promoção da natalidade, a conciliação da vida familiar com a vida profissional e o combate à escravatura fiscal". Para Francisco Rodrigues dos Santos, é necessário que o CDS volte a ter uma agenda focada em causas mobilizadoras que estejam relacionadas com o dia a dia dos eleitores - uma estratégia à semelhança da que era utilizada por Paulo Portas, como o próprio assume.

No entanto, Francisco Rodrigues dos Santos rejeita comparações com o antigo líder do CDS. Questionado sobre se pretende ser o novo Paulo Portas, "Chicão" é assertivo: "Eu quero ser o novo Francisco Rodrigues dos Santos".

"Tenho um lastro na política e no mundo profissional, a minha identidade é conhecida", aponta o jovem candidato. "Consegui aportar um crescimento assinalável à Juventude Popular, fui distinguido por instâncias credíveis a nível internacional [fala da Forbes, que o considerou um dos mais promissores jovens abaixo dos 30 anos na Europa na categoria de Direito e Política, em 2018], nunca dependi da política para viver, tenho independência e liberdade para dizer aquilo que penso e lutar pelas minhas convicções até às últimas consequências", argumentou.

"Cristas estava mais dedicada a cabelos e programas de TV"

Francisco Rodrigues dos Santos comparou ainda a sua atitude política com a da anterior líder centrista, Assunção Cristas, que acusa de ter tornado o CDS "invisível".

"Assunção Cristas, em alguns momentos, deixou de tornar nítidas as ideias e o programa para se dedicar a segmentos que eu considero que são auxiliares da vida pública, como a questão estética - de penteados, de programas de televisão,... -, alguma telegenia e espetáculo mediático, que, depois, reconduziram a substância do partido, o seu sumo de ideias, para um segundo plano", criticou Francisco Rodrigues dos Santos.

"Eu tenho um estilo muito mais combativo, irreverente, desabrido e incisivo", disse o candidato, que não tem dúvidas de que o CDS procura agora um "espírito de novidade, uma nova energia para resgatar a esperança dos eleitores".

*com Anselmo Crespo e Nuno Domingues

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