"No poder ou na oposição, o voto útil é na IL." Cotrim apela aos descontentes à direita

João Cotrim de Figueiredo prometeu ainda "oposição firme" a um Governo com o PS.

João Cotrim de Figueiredo deu o tiro de partida na VI Convenção da Iniciativa Liberal (IL) apelando ao voto útil, e garantindo que o PS "não é solução para os problemas do país". O líder do partido vai ser reeleito na convenção, já que é o único candidato, e promete que o liberalismo "vai continuar a crescer".

"Estamos preparados" é o lema da convenção, que vai contar com três discursos de João Cotrim de Figueiredo, e a primeira foi logo na abertura dos trabalhos. O deputado diz que o partido está a crescer, e para 30 de janeiro o objetivo é traduzir "essa força em votos", piscando o olho aos descontentes no PSD.

"Sempre que vos perguntarem o que a Iniciativa Liberal traz de novo, traz este desapego, a energia e vontade de fazer política de forma diferente. No poder ou na oposição, o voto mais útil é na IL", atirou.

Apelos ao voto útil à direita, a começar pelos social-democratas. E numa altura em que se fala de bloco central, Cotrim de Figueiredo garante que o PS nunca vai governar sem oposição.

"Nós não queremos e não vamos deixar que o PS governe sem oposição firme, porque o PS não faz ideia de como colocar este país a crescer. O PS não é solução para os problemas do país", apontou.

Perante os 1200 membros da iniciativa liberal, já que todos os militantes têm acesso aos trabalhos, 700 estão no Centro de Congressos de Lisboa e 500 à distância, Cotrim de Figueiredo prometeu que "a IL não vai ficar por aqui".

Os objetivos para as legislativas estão traçados: conseguir cinco deputados, com a "eleição de cinco deputados, nos distritos de Lisboa e Porto e com possibilidades também em Braga, Setúbal e Aveiro".

A VI Convenção da Iniciativa Liberal vai reeleger João Cotrim de Figueiredo como líder do partido, é o único candidato e aposta numa comissão executiva de continuidade, embora com algumas saídas e entradas.

Entram o professor catedrático Miguel Pina e Cunha e a advogada Ana Pedrosa-Augusto, que foi vice-presidente do Aliança, mas nas autárquicas já integrou as listas da Iniciativa Liberal à Câmara de Lisboa.

A saída mais notável é a de Maria Castello-Branco, uma jovem liberal que foi apontada com uma estrela em ascensão no partido, mas perdeu protagonismo nos últimos tempos, depois de ter recusado participar na convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL).

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