Novo aeroporto. Rui Rio dá a mão ao Governo na mudança da lei

Líder do PSD não concorda que um único município possa ter poder de veto num projeto de interesse nacional.

Rui Rio dá a mão ao Governo na mudança de lei para impedir que um município possa vetar um projeto de interesse nacional. Com todas as hipóteses a voltarem a estar em cima da mesa para o futuro aeroporto de Lisboa, o líder do PSD concorda com as alterações legislativas.

"Se é neste enquadramento que o Governo pretende mudar a lei no sentido de que um único município não possa reprovar um projeto de dimensão nacional, nós estaremos de acordo com a mudança dessa lei. Aquilo com que não estávamos de acordo era com a mudança de lei para beneficiar um projeto em concreto. A partir do momento em que os projetos estão outra vez todos em aberto e vamos ver qual é o melhor, é o momento para repensar a lei. Reconheço que haver uma lei que diz que um município, sozinho, seja em que ponto do país for, pode reprovar um projeto de âmbito nacional por razões eminentemente concelhias ou municipais, isso é efetivamente um exagero", explicou Rui Rio, no final de uma reunião com o Fórum para a Competitividade.

Já sobre o desconfinamento antes da Páscoa, o líder social-democrata foi claro e defendeu que o país só deve começar a desconfinar quando atingir determinados indicadores, que ainda têm de ser estabelecidos.

"Na Páscoa temos de pôr em prática aquilo que aprendemos com o Natal, para não cairmos outra vez na situação em que estivemos. Se o Governo tivesse sido mais célere, nesta altura já podíamos estar a desconfinar", afirmou o líder do PSD.

No final desta declaração aos jornalistas, Rio justificou também a escolha de Carlos Moedas para a corrida à Câmara de Lisboa, afirmando que a maior preocupação era encontrar alguém que estivesse em boas condições de ganhar a autarquia com um projeto compatível com o PSD.

"Essa pessoa, na minha opinião, é o engenheiro Carlos Moedas e felizmente, para o partido e para Lisboa, aceitou o desafio. Irão ser apresentados amanhã cerca de 100 candidatos, mas não são dos concelhos maiores e de primeira linha. Apresentámos Carlos Moedas para a maior, na devida altura apresentaremos também o Porto. Penso que o Fernando Negrão é também a maior solução que podíamos ter para Setúbal", acrescentou Rio.

O presidente do PSD desejou a Carlos Moedas "um futuro brilhante" no partido e ironizou que só admitiria ser ele próprio candidato à Câmara do Porto se António Costa voltasse a concorrer à capital.

Questionado sobre se não temia que o candidato que apresentou na semana passada à Câmara de Lisboa, o antigo secretário de Estado Adjunto Carlos Moedas, possa vir a ser um futuro adversário no PSD, respondeu com risos.

"Não tenho problema nenhum com isso (...) O futuro do engenheiro Carlos Moedas espero que seja brilhante e comece já com a vitória em Lisboa. Até porque sendo muito mais novo do que eu, tem um futuro muito maior à sua frente do que eu próprio", afirmou.

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