Novo modelo de lay-off? São precisos "apoios para garantir emprego em empresas-alvo"

Carlos César considera que o lay-off representa uma "despesa muito elevada". Vai ser preciso "reconfigurar" a medida, afunilando o universo de empresas beneficiadas.

No momento em que o Governo prepara a resposta social e económica à crise Covid-19, o presidente do PS lembra, na TSF, "a despesa muito elevada" que representa o lay-off no atual modelo.

"Em minha opinião, não podemos prolongar a perda de rendimento que dele resulta, a perda de capacidades empresariais que é induzida pelo programa, nem podemos prolongar o dispêndio de recursos financeiros que são muito elevados", considera Carlos César no programa Almoços Grátis.

"A 19 de maio, nós tínhamos mais de 110 empresas em lay-off simplificado. A maioria são microempresas (até 10 trabalhadores), no setor do alojamento, da restauração e similares e empresas de comércio por grosso e retalho, num custo de 563 milhões por mês", contabiliza Carlos César.

O presidente do PS sublinha o caráter "muito provisório" da medida e admite que é "um tema difícil entre partidos e parceiros sociais".

Carlos César defende, por isso, que é necessário "reconfigurar este tipo de apoios associando à possibilidade de recuperação de empresas alvo e dos respetivos postos de trabalho".

Também no programa Almoços Grátis, o vice-presidente do PSD David Justino avisa que embora esta seja "uma medida simpática", não poderá manter o atual figurino, beneficiando "todos de forma igual".

"Se o desconfinamento não é igual para todos, a forma de compensar as empresas também não pode ser igual para todos", considera David Justino.

O dirigente do PSD aconselha "muito cuidado" na forma como se poderá prolongar este regime porque "há muitas empresas que já não terão motivos para estar em lay-off".

"Vamos ter que atender a esse gradualismo", defende David Justino.

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