Números da Covid-19 dão "esperança" a Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República confia que a descida continuada do índice de transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2 levará a redução do número de casos.

O Presidente da República voltou, este domingo à tarde, a apelar à vacinação contra a Covid-19, num dia em que as autoridades de saúde revelaram mais 2625 casos novos e oito mortes em Portugal.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os números deste domingo são, apesar de tudo, "mais uma razão de esperança". O índice de transmissibilidade (Rt) do vírus "está a descer consistentemente ao longo dos dias" e "isto é bom", porque "logo a seguir vem a redução do número de casos".

O chefe de Estado recuou aos últimos dias, em que houve "dois ou três exemplos de como os casos não subiram para além dos quatro mil que se pensava e não galoparam para os cinco ou seis mil como aconteceu noutras situações".

O mais recente boletim dá conta de mais 44 doentes internados devido a infeção por SARS-CoV-2, num total de 879, e mais 12 em unidades de cuidados intensivos, elevando o número de doentes em estado grave para 193.

De acordo com Marcelo, "os internados não atingiram os mil nas enfermarias" e os cuidados intensivos "não atingiram os 200", recordando que quando declarou o segundo estado emergência "iam em 340".

Ora, "isto aponta para aquilo que a vacinação permite", vincou o presidente da República, apelando mais uma vez "à importância da vacinação". Ressalvando que os portugueses são dos que mais acreditam nas vacinas, de vez em quando encontra "quem ainda tenha dúvidas". Mas, insistiu, "uma coisa é certa, é o meio mais seguro, entre os que existem, de combater e limitar a duração da pandemia".

Estas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram feitas à margem de uma visita à bombeira voluntária de Vinhais que está a lutar pela vida no hospital de Vila Real. Elsa, de 44 anos, ficou gravemente ferida no acidente da passada quinta-feira, que envolveu uma viatura de combate a incêndios da corporação daquele concelho do distrito de Bragança, e que provocou a morte a dois bombeiros: um jovem de 22 anos e uma mulher de 36.

Depois da visita, o presidente sublinhou que a bombeira "está nas melhores condições possíveis", mas agora "é preciso ganhar tempo em termos de estabilização". A este "primeiro combate" segue-se um segundo que é "a retirada da sedação" a que está sujeita. "Estamos todos a torcer porque corra bem, pois ainda não passou a situação de risco", notou Marcelo.

A bombeira é mãe de Rodrigo Ferreira, futebolista do Leixões, que foi dispensado dos treinos para acompanhar o estado de saúde da progenitora, que foi avó recentemente.

Sobre o acidente, Marcelo disse tratar-se de uma situação "estúpida", por ter acontecido "numa fase anterior ao próprio combate ao incêndio" para o qual os bombeiros foram acionados.

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