Nuno Melo não vai participar no Conselho Nacional do CDS e pede o mesmo aos apoiantes

Nuno Melo não vai participar no Conselho Nacional do CDS, marcado para sexta-feira. O adversário de Francisco Rodrigues dos Santos lança o apelo aos apoiantes para que façam o mesmo.

Nuno Melo não vai participar no Conselho Nacional do CDS, marcado para sexta-feira, e lança o apelo aos seus apoiantes para que façam o mesmo.
O opositor de Francisco Rodrigues dos Santos diz que a democracia está sequestrada no partido.

O eurodeputado diz que ainda não recebeu uma resposta do Conselho e Jurisdição do partido, ao qual apresentou o pedido para impugnar o Conselho Nacional. Perante o silêncio do Conselho Nacional de Jurisdição, Nuno Melo vai estar ausente no encontro com os conselheiros do partido.

"Desde que apresentei essa impugnação, praticamente há um mês, nunca mais tive uma notícia", denuncia, ouvido pela TSF. "O presidente do órgão foi um dos que votou, de vencido, essa decisão de nulidade do Conselho Nacional, e porventura agora, percebendo que não tinha a maioria no Conselho Nacional de Jurisdição, decidiu também o presidente do tribunal do partido suspender o órgão".

Nuno Melo justifica assim a ausência: "Apesar de ser urgente esta deliberação - estava em causa um congresso para 27 e 28 de novembro -, nenhuma decisão é proferida. Por isso, em protesto, como reação, eu decidi não participar neste Conselho Nacional, que é um simulacro."

"Um presidente desse Conselho Nacional que não é sequer minimamente imparcial, que viola regras, não merece a presença dos democratas, como é o meu caso. Decidi não participar, e faço até esse apelo a todos os conselheiros: também não participem", declara o candidato a líder do CDS-PP.

Nesta posição assumida na véspera do Conselho Nacional do CDS, Nuno Melo lança ainda um apelo ao presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, pedindo que desbloqueie o funcionamento deste órgão do partido: "Esta decisão teve uma minoria de votos. Entre esses votos, teve o do presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, que, ao perceber que perdeu, ao que parece, agora a melhor forma que encontrou foi suspender o próprio órgão. Num partido que é democrático, é simplesmente inqualificável."

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