"O Bloco de Esquerda não manda no país"

Carlos César garantiu que não houve recuo do PS em relação ao fim das taxas moderadoras e não poupou nas críticas ao Bloco.

O líder da bancada parlamentar do PS na Assembleia da Republica, Carlos César, garante que o partido não recuou na questão do fim das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) no próximo ano.

À margem das jornadas parlamentares socialistas, que estão a decorrer em Viseu, Carlos César disse aos jornalistas que o Partido Socialista não aceita a acusação de estar a recusar nesta matéria.

"Agora nós aceitamos uma acusação: a de que o Partido Socialista é um partido que atua com sentido de responsabilidade e com conta peso e medida nas opções que vai tomando. Se nós fossemos sempre atrás dos estilo de aventura e de que tudo é fácil, barato e que pode ser feito que o Bloco de Esquerda em especial, mas também alguns dos nossos parceiros alimentam frequentemente, nós tínhamos um país com a mão à frente e outra atrás de novo e voltávamos ao tempo da bancarrota. Ora, com o Partido Socialista isso não vai acontecer", declarou.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou "surpreendente" o recuo do PS sobre o fim das taxas moderadoras no SNS no próximo ano:"O Partido Socialista aparece surpreendente porque recua em relação ao que já tinha sido acertado, dando agora outro argumento, de que as taxas moderadoras são muito necessárias para financiar o SNS."

Carlos César insiste que não houve recuo e não poupa nas críticas ao Bloco. "O BE não manda na Assembleia da República, nem manda no país. O que foi aprovado foi uma legislação tendente a acabar com as taxas moderadoras e aquilo que o Partido Socialista no debate parlamentar disse é que esse princípio é um princípio aceitável em nome da melhoria da acessibilidade das pessoas ao sistema de saúde, mas que tem que ser feito com gradualidade e isso foi dito explicitamente no debate", afirmou.

O líder da bancada parlamentar do PS foi também questionado pelos jornalistas sobre as negociações em torno da nova lei de bases da saúde. Carlos César assegurou que os socialistas não têm falta de coerência por estarem a negociar este dossiê também com o PSD.

"O que é coerente para o Partido Socialista é a questão material. É importante para o Partido Socialista aprovar uma boa lei, uma lei que afirme a prioridade da responsabilidade pública na gestão do serviço de saúde, que afirme a prioridade do Estado e das suas responsabilidades na prestação de cuidados e só supletivamente o setor privado e social darem também essa contribuição, ou seja, a coerência não é com quem é que nós aprovamos é o que nós aprovamos e é nisso que nós estamos empenhados", concluiu.

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