"O princípio do fim da hegemonia do PS." Montenegro vence, mas não abdica de Moreira da Silva

Luís Montenegro antevê que fará "uma oposição firme, exigente e vigilante" ao Governo.

Luís Montenegro venceu as eleições diretas do PSD e vai suceder a Rui Rio na liderança do partido. No discurso da vitória, o antigo líder da bancada parlamentar garante que este dia será "o princípio do fim da hegemonia do Partido Socialista".

"Nós sabemos que não vamos conseguir, de um dia para o outro, ser a alternativa consistente e vitoriosa, mas vamos aproveitar os próximos anos para darmos a Portugal uma efetiva alternativa ao PS", avisa o novo líder do maior partido da oposição.

Montenegro assegura que o PSD, sob a sua liderança, vai "ser uma oposição firme, exigente e vigilante" ao Governo de António Costa, mas também seria "uma oposição com sentido de estado".

Entre os ataques ao PS e a António Costa, o vencedor das eleições lembra o "pântano" de António Guterres e a "bancarrota" de José Sócrates.

"Estamos a ficar todos nivelados por baixo", critica, lembrando os preços da energia e dos combustíveis: "Nós não vamos ser apenas a voz da oposição. Nós vamos ser a voz da esperança e do futuro."

"Quem ganhou foi Portugal"

Depois de uma longa lista de agradecimentos, Luís Montenegro deixou um especial: "Quero obviamente cumprimentar de uma forma especial o nosso companheiro e meu estimado amigo Jorge Moreira da Silva", diz, garantindo que não vai "prescindir do seu talento e daqueles que o apoiaram".

Sobre as eleições, Montenegro considera que "os militantes fizeram uma opção clara e inequívoca".

"No essencial não fomos nós que ganhamos, nem foi tão pouco o PSD que ganhou. Hoje, quem ganhou foi Portugal. Portugal ganhou uma formação de uma alternativa ao socialismo que nos tem governado nos últimos anos", acredita o vencedor das diretas do PSD.

O novo presidente do PSD destaca que "o partido está unido e ainda vai ficar mais unido nos próximos tempos", dizendo ainda que é eleito para ser "líder nos próximos dois anos, mas também para ser candidato a primeiro-ministro em 2026"

"Isto vai mesmo valer a pena. Nós vamos assumir esta responsabilidade", garantiu Montenegro.

Abstenção? "Não é um problema desta candidatura"

A abstenção destas eleições diretas superou o número registado em 2021, quando Rui Rio venceu Paulo Rangel. No final, foram 39,56% dos inscritos que não se deslocaram às urnas.

Em resposta à pergunta da TSF, Luís Montenegro rejeita responsabilidades: "O número de votos que a minha candidatura de votos foi superior àquela que obteve o presidente do PSD em funções nas duas últimas. Quero vos dizer, porque gosto de ser frontal e leal, se há um problema de abstenção nesta eleição, não é nesta candidatura."

O vencedor enaltece que teve "um resultado que, em termos comparativos, está acima da média daquilo que tem sido os resultados dos vencedores das eleições diretas no PSD".

LEIA AQUI O ESSENCIAL DA NOITE DE ELEIÇÕES NO PSD

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