"O PS faz aquilo que tiver de fazer e chama-lhe de esquerda"

Adolfo Mesquita Nunes foi o convidado especial da "reunião" desta semana da Circulatura do Quadrado.

Adolfo Mesquita Nunes foi o convidado especial da "reunião" desta semana da Circulatura do Quadrado. No fim de semana, o antigo dirigente centrista descartou uma candidatura à sucessão de Assunção Cristas na liderança do CDS. Ao lado de Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho, Mesquita Nunes abordou a composição do novo Governo, lamentando que nem António Costa nem o Presidente da República tenham esperado pela contagem final de todos os votos.

"Acho que é sinal de profunda degradação do nosso sistema que seja indigitado e nomeado um Governo quando o parlamento ainda não está completo. Falta conhecer quantos partidos estão no parlamento. Se por acaso um dos novos partidos eleger um deputados pelo círculo da Europa ou fora da Europa, temos uma indigitação de alguém para formar Governo sem se ouvir todos os partidos representados no parlamento", criticou.

Sobre a nova relação de forças no Parlamento e o fim dos acordos escritos entre o PS e os partidos da Esquerda parlamentar, Adolfo Mesquita Nunes defendeu que esse cenário não irá influenciar as escolhas polícias do novo Executivo de António Costa.

"O PS faz aquilo que tiver de fazer e chama-lhe de esquerda. Isto é verdade. É capaz de se opor por completo a uma legislação laboral durante oito anos. O Partido Socialista vai governar como sempre governou. Na oposição é contra tudo, no Governo, decide fazer aquilo que entende", atirou.

Por outro lado, o socialista Jorge Coelha olha para as forças políticas à direita com preocupação. Na opinião do ex-ministro de Guterres, ou PSD e CDS se entendem, ou ficarão vários anos longe do poder. "O centro-direita e a direita, se não têm condições de fazer um entendimento entre si, dificilmente nos próximos anos chegarão ao poder", disse.

Quanto ao elenco do próximo Governo, Jorge Coelho destacou o ministério da Coesão Territorial como prova do carácter reformista que António Costa quer imprimir ao Executivo. "Este Governo é muito acusado de não ter perspetivas reformistas nas suas políticas e constituiu aqui dois ministérios novos, o da Coesão Territorial, que é um ministério fundamental em Portugal", defendeu.

Já o social-democrata Pacheco Pereira fala atribuiu à moda os nomes de alguns ministérios, dando o exemplo da pasta de Pedro Siza Vieira, que vai ser Ministro de Economia e da Transição Digital. Além da composição do novo Governo, os comentadores da Circulatura do Quadrado abordaram a crise na Catalunha.

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