Eutanásia: Rui Rio diz que "referendo não está em cima da mesa"

Líder do PSD recusou comentar posição do antigo líder do partido, Pedro Passos Coelho.

À saída da reunião com o novo líder do CDS, na sede dos social-democratas esta quarta-feira, Rui Rio defendeu que "o referendo não está em cima da mesa" na despenalização da eutanásia e só no final do processo parlamentar se verá "se a sociedade o quer".

"Estou convencido de que muitas das pessoas que pedem o referendo, verdadeiramente não querem o referendo, se não já o tinham pedido há um ano. (...) Na verdade o que está em causa não é o referendo, é, ganhando o sim, então querem um referendo", considerou. "Agora temos uma votação no dia 20, depois a especialidade e a votação final global. Depois de tudo isso acontecer logo se verá quem ganha e o que a sociedade quer", afirmou, antecipando que se vencer o não, os defensores do sim não pedirão um referendo.

Confrontado com as palavras de Pedro Passos Coelho, que mostrou estar contra a "ligeireza" com que se quer aprovar a eutanásia, o presidente dos social-democratas recusou comentar.

"Não vou responder, não vou entrar em polémica pública sobre isso, particularmente com alguém que seja do PSD", disse, afirmando que a liberdade foi "o valor supremo" que o trouxe para a política.

Quanto a futuras parcerias com o CDS, Rui Rio garantiu que nem ele nem Francisco Rodrigues dos Santos vão fazer revoluções nos partidos e sublinhou que, ao longo da história, CDS e PSD sempre tiveram opiniões semelhantes em diversos assuntos.

"Do meu lado também vou numa linha de continuidade daquilo que é a história do PSD relativamente a matérias estruturantes. Como tenho dito, somos um partido de centro e o CDS é um partido à nossa direita. Foi uma conversa normal, solta, simpática e com pontos de vista comuns. O resultado prático será alguma convergência de opinião e alinhamento entre o CDS e PSD, mas como foi quase sempre tradicional ao longo da história", explicou Rui Rio aos jornalistas, no final do encontro na sede do PSD.

O líder social-democrata também não revelou se vai ser possível ver resultados desta aproximação entre os dois partidos nas próximas eleições autárquicas.

"Provavelmente iremos falar, mas na altura própria. Ainda faltam quase dois anos para as autárquicas", acrescentou o líder do PSD.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de