"Objetivo não é uma escalada verbal." Marcelo pede "serenidade" perante discurso de Putin

Presidente da República sublinha que "já não é a primeira vez" que Vladimir Putin "sobe o tom verbal", algo que, na sua opinião, "tem de ser encarado com serenidade".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou, esta quarta-feira, o discurso do homólogo russo, Vladimir Putin e referiu que o objetivo, atualmente, é evitar "uma escalada verbal" no mundo.

Para o chefe de estado português, a NATO e a Europa "têm tido a preocupação de funcionar como fatores de paz e não de conflito", o que demonstra, para Marcelo, uma "firmeza de valores e princípios" de ambas as entidades.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à escola secundária Pedro Nunes, em Lisboa, o Presidente da República relembrou que "já não é a primeira vez" que há momentos onde Vladimir Putin "sobe o tom verbal", algo que "tem de ser encarado com serenidade". Marcelo também falou de um "certo tipo de ditos referendos, ou publicitos realizados nas circunstâncias que são as conhecidas, mas que não têm relevância ou valor nenhum, em termos jurídicos e de valor internacional", referindo-se à situação no Donbass.

Esta quarta-feira, Putin anunciou uma "mobilização militar parcial" dos reservistas e outros cidadãos com experiência militar, a partir desta quarta-feira, para defender a soberania e a integridade territorial do país, e acusou o Ocidente de querer dividir e destruir a Rússia ao "reforçar o seu armamento" e ao utilizar os ucranianos como "carne para canhão".

"Quando a integridade territorial do nosso país for ameaçada, usaremos certamente todos os meios à nossa disposição para proteger a Rússia e o nosso povo. Isto não é bluff", disse Putin, num discurso televisivo à nação, acrescentando que o Ocidente pretende "enfraquecer, dividir e, em última análise, destruir o nosso país".

No mesmo discurso, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, anunciou uma "mobilização militar parcial" dos reservistas e outros cidadãos com experiência militar, a partir desta quarta-feira, para defender a soberania e a integridade territorial do país.

"Considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior-General para conduzir uma mobilização parcial na Federação Russa", afirmou.

Esta foi a primeira mensagem ao país de Putin desde o início da ofensiva na Ucrânia que, a 24 de fevereiro, anunciou como uma "operação militar especial".

As autoridades locais das regiões de Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Lugansk, na Ucrânia, anunciaram esta terça-feira a realização, de 23 a 27 de setembro, de referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia.

Na terça-feira, Putin já tinha acusado a União Europeia de bloquear uma doação russa de 300 mil toneladas de fertilizante aos países que mais dele precisam, denunciando o que diz serem crescentes obstáculos colocados pelo Ocidente exportações russas.

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