OE2021: Costa promete "muita atenção" ao comportamento do PSD na especialidade

Deputado socialista João Paulo Correia alegou que "a resposta do PSD a esta crise seria reeditar o modelo de 2011", mas "não tem coragem de o assumir".

O primeiro-ministro prometeu esta terça-feira "seguir com muita atenção" o comportamento do PSD no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, depois de o PS ter desafiado Rui Rio a dizer onde é que cortaria.

No primeiro dia de debate na Assembleia da República da proposta de Orçamento do Estado para 2021, que será votada na generalidade na quarta-feira, o deputado socialista João Paulo Correia alegou que "a resposta do PSD a esta crise seria reeditar o modelo de 2011", mas "não tem coragem de o assumir".

Dirigindo-se ao presidente do PSD, Rui Rio, o deputado do PS desafiou-o a "dizer com coragem onde é que corta na despesa", se na despesa social, no aumento extraordinário de pensões, no aumento do salário mínimo nacional, na nova prestação social ou no investimento público.

A seguir, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, sustentou que o PSD tem uma "divergência de fundo" em relação a este Orçamento, porque está "contra uma política económica que valorize os rendimentos e aumente o investimento público" e "contra a prioridade do reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

"Mas, de qualquer forma, vamos seguir com muita atenção como é que o PPD/PSD se comporta na especialidade", acrescentou António Costa.

O primeiro-ministro anteviu que nessa fase do debate os sociais-democratas possam vir a aprovar medidas que põem em causa o seu discurso de preocupação com "o futuro das finanças públicas".

"Vamos ver se toda essa preocupação estará presente quando chegarmos à especialidade, porque aquilo que nós temos visto é que o PSD é sempre o das virtudes públicas no plenário e o dos vícios privados na especialidade, porque a verdade é que nunca ninguém viu o PPD/PSD, nunca ninguém viu o doutor Rui Rio propor onde é que se cortava na despesa e onde é que se aumentava na receita", declarou António Costa.

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