"Olha o Avante!" Jornal do PCP tem 90 anos de "paixão" e "revolução permanente"

No largo do Chiado, o Avante! é vendido todas as quintas-feiras por militantes comunistas que trabalham "por paixão".

O PCP comemora cem anos e 90 do jornal do partido. No âmbito das comemorações, o Avante! saiu esta quinta-feira com uma edição especial, para comemorar o centenário de "luta pelos trabalhadores".

No entanto, todas as quintas-feiras, há quem venda o jornal do partido pelas ruas de Lisboa, como é o caso de Jaime Salomão. O apela à compra do Avante! é com a mesma vontade de sempre, mas por estes dias, o comunista vive uma data especial.

"O PCP tem um lugar à parte dos outros todos, superiormente. O Álvaro Cunhal tinha uma frase em que dizia que o partido não é eleitoralista, exige sim uma revolução permanente, de bem-estar com o povo", lembra.

Jaime Salomão vende o Avante! há mais de cinco anos, no Largo do Chiado, em Lisboa. E no que toca à informação é o Avante! e mais nenhum. "Se comprar dois jornais, vai ver se tem alguma notícia do PCP. Não está. Se for o Avante! é uma página. Nos outros, se for menos de metade de uma página já não é mau", aponta.

E os leitores assíduos partilham da mesma opinião. José Silva não dispensa comprar o Avante! às quintas-feiras, compra o El País algumas vezes por ano, mas o jornal do PCP marca pelo registo. "É o único jornal que me pode dar uma informação sério, sobre o partido, sobre o país e sobre o mundo."

José Silva explica ainda que "não há nenhum jornal em Portugal que tenha a mesma coerência política" como o Avante!.

Maria de Lurdes é outra das caras conhecidas dos leitores do semanário do PCP. Há dias em que se vende mais, outros menos, mas o importante é passar a mensagem.

"No início era mais complicado porque as pessoas não estavam habituadas a ver-nos na rua, a vender. Agora já temos pessoas que comprar aqui todas as semana. Há dias em que se vende mais, mas o importante é o partido estar na rua", explica a militante comunista.

Esta quinta-feira venderam-se sete jornais no Largo do Chiado, um número que se explica pelo confinamento. Ainda assim, às quintas-feiras, durante a manhã, a palavra é sempre deles, "faça chuva ou faça sol".

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