Operação Marquês. "Acho perigoso que os partidos possam fazer os julgamentos em vez da Justiça"

Ana Catarina Mendes defende que a Justiça não deve ser politizada e reconhece que pode ser necessário pedir explicações ao Ministério Público.

Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS, pede recato aos partidos, porque este é ainda o tempo da justiça, no que concerne ao caso da Operação Marquês. No entanto, no programa Circulatura do Quadrado, a dirigente socialista manifestou algumas apreensões.

José Sócrates vai a julgamento por seis crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documentos, depois de o juiz Ivo Rosa ter deixado cair, na sexta-feira, a acusação do Ministério Público (MP) que indiciava o antigo primeiro-ministro por crimes de corrupção. As duras críticas deixadas pelo juiz ao MP levam Ana Catarina Mendes a admitir a necessidade de ouvir explicações do Ministério Público.

No programa Circulatura do Quadrado, a socialista lembrou que o processo ainda vai ser longo, mas se, de facto, não havia provas para acusar Sócrates, considera-o preocupante. "Esta é uma fase do processo. O processo está longe de estar concluído, com os anúncios de recursos..."

"Foi feito um julgamento popular. Pergunto-me se a Justiça vier a dizer que aquilo que Ivo Rosa leu, que há falta de prova, que a acusação é inócua, que é fantasiosa, que é especulativa... Acho que isto nos convoca um problema muito grave."

Ana Catarina Mendes é, por isso, taxativa: "Para acusar é preciso ter factos, e provar." A líder parlamentar do PS espera que o partido continue a adotar a mesma postura: "Que não se politizem as coisas. Deve a Justiça funcionar, não deve ser pressionada por ninguém, nem nenhum partido político. Acho perigoso que os partidos possam fazer os julgamentos em vez da Justiça."

OUÇA AQUI A EMISSÃO ESPECIAL DA CIRCULATURA DO QUADRADO, DEDICADA À OPERAÇÃO MARQUÊS

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