Orçamento "elástico" e "ajuste" do SNS. Marcelo deixa caderno de encargos ao Governo

O Presidente da República promete ainda "estar muito desperto, ativo e determinado" em relação às políticas do Governo.

Depois de avisar o Governo que 2023 vai ser um teste à legislatura, Marcelo Rebelo de Sousa começou a definir o caderno de encargos e alerta que o Orçamento do Estado tem de ser "elástico" para responder aos vários cenários de incerteza. Na cerimónia de juramento de Hipócrates dos jovens médicos, em Lisboa, o Presidente da República pediu "um ajuste" ao Serviço Nacional de Saúde.

Definindo o SNS como "um bem inestimável", com "uma rica e uma longa história", Marcelo Rebelo de Sousa assume que os portugueses esperam que o Governo "o possa atualizar", defendendo que o país "tem agora uma oportunidade única", depois da pandemia.

"O mundo mudou, a Europa mudou e Portugal mudou. É preciso ajustá-lo à nova realidade. E há aqui uma oportunidade única, que não foi possível durante a pandemia. Mesmo durante a pandemia foi sendo parcialmente encarada. É preciso olhar para o SNS e perceber que este é o tempo de proceder a esse ajustamento", defendeu.

Um ajustamento em "recursos humanos, recursos financeiros e em recursos logísticos e técnicos", depois da pandemia que foi "importante para mostrar a importância do SNS".

"Espero que esta oportunidade não seja desperdiçada", alertou.

Já à margem da cerimónia, questionado pelos jornalistas sobre a aprovação do Orçamento do Estado, pela maioria absoluta do PS, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou "as incógnitas" que o país atravessa, numa altura em que a inflação ainda continua em números preocupantes.

E, na opinião do Chefe de Estado, a execução do Orçamento "tem de ser elástica" para responder aos vários cenários, admitindo que "é preciso ir reajustando" a sua aplicação.

"Todos os orçamentos têm de ser muito exigentes no dia-a-dia. Este mais, porque há tanta incógnita, tanta dúvida, tanta dúvida que é preciso ir reajustando a aplicação ao longo do ano", afirmou.

Pelo menos o primeiro semestre "será bastante difícil" e "depois veremos", esperando que a inflação comece a descer.

"O cenário pior é aquele que obriga, em última análise, que tenha de haver ajudas sociais porque a situação se complicou. Um cenário melhor é aquele em que a guerra termina mais depressa, a inflação desce, volta a crescer a economia e então a intervenção já não é tão longa nem tão profunda como seria no cenário pior", apontou.

Marcelo promete "estar desperto, ativo e determinado"

Quanto ao papel do Presidente da República, até ao final do mandato, Marcelo Rebelo de Sousa garante que será "ativo e vigilante".

"Vai ser necessário e está a ser necessário aquilo que eu gosto de ser, que é um Presidente proativo. E as pessoas têm de decidir de uma vez por todas: ou estão muito críticas em relação ao Presidente porque atua demais ou porque atua de menos.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, nesta fase, o Presidente "tem de estar muito desperto, ativo e determinado", soltando um "obviamente".

A mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa para o Governo, prometendo estar "alerta", num dia que começou com uma visita a uma feira de solidariedade e só terminou no Banco Alimentar Contra a Fome. Foram três pontas de agenda, a contrastar com as notícias, que davam conta que o Presidente da República se mostra cansado da vida agitada em Belém.

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