Palavras de César sobre Carlos Silva têm origem "mais pessoal e menos institucional"

João Proença acredita que o "mau relacionamento" entre Costa e Carlos Silva está na origem das declarações do presidente do PS.

O ex-líder da União Geral de Trabalhadores (UGT) acredita que o comentário do presidente do PS, Carlos César, sobre o atual líder da UGT, Carlos Silva, revela que, mais do que um conflito institucional, há um problema pessoal em cima da mesa.

Esta quarta-feira, ​​​​​​​no programa da TSF "Almoços Grátis", o presidente do PS defendeu que a única forma de Carlos Silva ficar na história do sindicalismo "talvez seja" dar o "murro na mesa" prometido pelo líder da UGT.

João Proença acredita que, na génese das palavras de César, está "o mau relacionamento entre o secretário-geral da UGT e o secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal", António Costa. São palavras com origem "mais pessoal e menos institucional".

Este é um fator que "acaba por ter reflexos institucionais", como o facto de o Partido Socialista não ter, neste momento, qualquer deputado proveniente da área sindical. "É muito mau para um partido de esquerda", alerta.

"Quando existe um mau relacionamento entre duas pessoas, as culpas são sempre mútuas. O secretário-geral do PS teve sempre grande dificuldade em lidar com diferenças de opinião dentro do próprio PS", analisa João Proença, que lembra que Carlos Silva esteve contra a Geringonça.

Recuando até ao tempo em que o próprio era líder da UGT, João Proença lembra que "sempre houve as melhores relações" entre o partido e a central sindical, independentemente das diferenças.

"Houve conflitos, greve gerais, greves setoriais, manifestação de discordâncias grandes - nomeadamente na área da concertação -, mas sempre foi possível ir construindo acordos", sublinha João Proença. "É evidente que isto é mau para a democracia em Portugal."

Carlos Silva também já reagiu às palavras de Carlos César, defendendo que "esta desconsideração para com o movimento sindical já vem de longe". O líder da UGT acredita que o "desabafo do doutor Carlos César revela bem o seu pensamento em relação ao movimento sindical e em relação aos sindicalistas."

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