PAN vs. Chega: o "nim" de Inês, a "coligação com o PS" e a coelha Acácia

Em debate, PAN e Chega mostraram estar separados por quase tudo.

O PAN não se compromete depois de, na quinta-feira, António Costa ter sugerido que o Partido Pessoas Animais Natureza pode ser um eventual parceiro de maioria após as eleições de 30 de janeiro. Inês Sousa Real mantém abertura tanto para o PSD como para o PS, embora com linhas vermelhas, e afirma apenas que o partido soube estar à altura das responsabilidades. Em relação ao Partido Socialista exige até mais ambição na recuperação social e económica.

""O país não pode continuar estagnado e mesmo os fundos comunitários que aí vêm, os 52 mil milhões de euros, têm de ser geridos de forma transparente. Temos de garantir que este dinheiro chega às famílias, acabando com as borlas fiscais que atualmente existem para a indústria petrolífera", começou por referir Inês Sousa Real.

Do outro lado da mesa, André Ventura nota a proximidade parlamentar entre PAN e PS.

"O PAN deveria ir em coligação com o Partido Socialista, ontem ouvimos António Costa basicamente a dizer que não conta com mais ninguém. Dá jeito ao PAN, honestamente, ser esta muleta de 2022", atacou André Ventura.
O ambiente marcou parte do debate. André Ventura voltou a acusar o PAN de se interessar mais pelos animais do que pelas pessoas e Inês Sousa Real denuncia um vazio.

"Olhamos para o programa do Chega e tem zero propostas em matéria de alteração climática", argumentou a porta-voz do PAN.

Para ilustrar a crueldade de algumas práticas, a líder do PAN trouxe para o debate a coelha Acácia.

"Animais, por exemplo, como o coelho bravo. Um animal que lhe deve ser muito próximo tendo em conta que é detentor de uma coelha, a Acácia, mas no nosso país é possível matar animais como a Acácia à paulada e, portanto, estamos aqui a falar de atividades que não deviam ter lugar no século XXI", afirmou Inês Sousa Real.

Já no final do debate, Ventura puxou pelo afastamento de uma deputada municipal do PAN na Moita.

"Por uma deputada do PAN se ter referido à etnia cigana, que trata mal os cavalos, foi afastada pelo partido", acrescentou o líder do Chega.

Na resposta, a porta-voz do PAN vincou que o partido respeita todas as comunidades.

"Respeitamos de forma inclusiva todas as comunidades. Repudiamos os maus tratos a animais seja de que comunidade for, incluindo do homem branco que vai para a praça de touros torturar um animal e ainda quer elevar isso a cultura", contra-atacou Inês Sousa Real já ao cair do pano do debate.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS 2022

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