PAN exige "forte compromisso" para erradicar habitações precárias até 2030

Sublinhando que Portugal vai receber "muito dinheiro da União Europeia", Inês Sousa Real apontou que o montante "não pode ser desperdiçado e tem que servir para colmatar estas lacunas".

A líder do PAN, Inês Sousa Real, exigiu no domingo "um forte compromisso" do país para a erradicação de barracas e habitações precárias, até 2030, sugerindo o recurso a fundos europeus e a poupanças com as PPP's.

"Temos menos de uma década para o conseguir, mas tem que haver um forte compromisso", afirmou a porta-voz e deputada do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), durante uma visita à Quinta do Ferro, na Graça, em Lisboa.

Conduzida por Rosa Gomes, da associação de moradores e proprietários, Inês Sousa Real visitou este bairro com casas degradadas que fica entre a Graça e Santa Apolónia, falou com moradores e conheceu as condições das habitações.

A porta-voz do PAN, que voltou agora ao bairro que já tinha visitado há cerca de um ano e meio, constatou que pouco mudou desde então, com exceção para o realojamento de pessoas que viviam em situação de sem-abrigo.

"É fundamental garantir uma bolsa de alojamento público para dar resposta" a pessoas que vivem sem condições de habitabilidade e "é preciso criar polos culturais que possam ser agregadores da identidade destas pessoas", adiantou.

Sublinhando que Portugal vai receber "muito dinheiro da União Europeia", Inês Sousa Real apontou que o montante "não pode ser desperdiçado e tem que servir para colmatar estas lacunas, nomeadamente em matéria de habitação".

"O Estado é dono de um vasto património imobiliário. Tem que ser feito um levantamento e o património tem que ser reconvertido" para habitação, propôs, defendendo igualmente incentivos fiscais e linhas de apoio para os proprietários requalificarem as casas.

Para a líder do PAN, o país "não pode andar a desperdiçar milhões de euros com as parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias", pois para essa área vão ser canalizados "mais de 10 mil milhões de euros".

"Renegociem-se os contratos. Os 10 mil milhões de euros dariam para reabilitar muita habitação e para acabar com a pobreza energética para que as pessoas não morram de frio nas suas casas", referiu.

Vincando que o Estado também pode poupar se desistir da construção do novo aeroporto no Montijo, a também deputada notou que "o dinheiro existe" e que "só não está a servir para as pessoas nem para combater as alterações climáticas nem para a proteção animal".

Questionada pelos jornalistas sobre o que seria um bom resultado do partido nas legislativas, Inês Sousa Real disse ter a expectativa de "reforçar a representação" que já dispõe no parlamento, mas admitiu que eleger quatro deputados, como em 2019, já seria "bom".

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS 2022

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