PAN pede desconfinamento planeado de forma "eficaz e eficiente"

Na opinião do PAN, o "pequeno comércio e pequenas empresas" poderão "abrir primeiro ao público".

O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) pediu ao Governo que planeie o desconfinamento de forma "eficaz e eficiente", advogando que essa é uma condição para Portugal sair "de forma bem sucedida" da crise sanitária derivada da Covid-19.

Numa reação em vídeo divulgada à comunicação social no final da 16.ª sessão para analisar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, a líder parlamentar do PAN, Inês Sousa Real, defendeu que "só com um planeamento eficaz e eficiente" será possível sair de forma bem sucedida da crise sanitária e "retomar alguma normalidade naquelas que são as atividades sociais e económicas".

Destacando que "o sacrifício que foi pedido aos portugueses de facto teve o seu efeito, foi baixar não só o 'R' como também evidentemente as cadeias de contágio", a deputada sustentou que o plano de desconfinamento deve ter em conta "diferenças regionais" e deve "ser profundamente aliado quer com o plano de vacinação, quer com a testagem", que deve ser "mais generalizada".

Na opinião do PAN, o "pequeno comércio e pequenas empresas" poderão "abrir primeiro ao público", uma vez que "têm sido setores muito fustigados pelo encerramento, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista da capacidade que têm depois de recuperação" e, pela sua dimensão, concentram menos pessoas num espaço fechado.

Inês Sousa Real advogou também que, para o sucesso do desconfinamento, "é fundamental" o reforço dos transportes públicos e "que se continue a apostar no teletrabalho como uma ferramenta para reduzir a mobilidade, sempre que ele seja possível, nomeadamente nas médias e grandes empresas, e naqueles serviços em que claramente se possa apostar no teletrabalho".

"Isso é manifestamente fundamental para que se possam, de alguma forma, mitigar as cadeias de contágio", justificou a líder parlamentar, que insistiu também na necessidade de medidas de apoio social e económico para os mais atingidos pelos efeitos do confinamento.

Lamentando os internamentos e as mortes por consequência do novo coronavírus, e alertando para as possíveis sequelas para quem esteve infetado, a deputada pediu um "esforço na prevenção da infeção" e a "monitorização da situação, particularmente das novas variantes" do vírus.

"Para atingir a imunidade de grupo ainda falta algum tempo, pelo que é fundamental que não percamos de vista que, se queremos garantir que este esforço que agora nos foi pedido é bem sucedido e eficaz, implica planearmos de forma adequada o desconfinamento e não deixarmos de adotar um comportamento responsável para que possamos continuar a proteger-nos e a protegermos o próximo", frisou.

Portugal registou hoje 61 mortes relacionadas com a Covid-19 e 549 novos casos de infeção com o novo coronavírus, o número mais baixo desde 06 de outubro segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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