PAN pede reunião urgente aos ministros do Ambiente e da Agricultura sobre a seca

O partido liderado por Inês de Sousa Real quer "apresentar um conjunto de medidas que contribuam para ajudar neste combate".

O PAN pediu esta segunda-feira uma reunião urgente aos ministros do Ambiente e da Agricultura para abordar a seca que atinge o país e perceber "que medidas estão a ser ponderadas" para fazer face à situação, anunciou o partido.

Em comunicado, o PAN indica que enviou "um pedido de reunião ao ministro do Ambiente e Ação Climática e à ministra da Agricultura sobre a situação de seca meteorológica severa e extrema que afeta 91% do território nacional".

Com esta "reunião urgente", o partido liderado por Inês Sousa Real quer "perceber que medidas estão a ser ponderadas para o necessário combate à seca, a adaptação do território, a promoção do uso mais eficiente da água, assim como para o apoio às populações, produtores e biodiversidade afetados".

O partido adianta também que quer "apresentar um conjunto de medidas que contribuam para ajudar neste combate", defendendo que não é possível "esperar pela nova legislatura para encetar este debate, que deve ser iniciado desde logo com caráter de urgência".

Na nota enviada aos jornalistas, o partido Pessoas-Animais-Natureza explica que este pedido de reunião acontece no seguimento da proposta "apresentada em sede da conferência de líderes da Assembleia da República, no passado dia 18 de fevereiro, na qual o partido apresentou uma proposta de requerimento para realização de uma audição com caráter de urgência ao ministro do Ambiente e Ação Climática, que foi, incompreensivelmente, rejeitada".

Citada no comunicado, a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, defende que "a adaptação do plano nacional da água às alterações climáticas e a garantia de que os fundos europeus são canalizados para a adaptação do território" devem ser prioridades, "assim como garantir o apoio às populações e produtores pelos prejuízos existentes".

A líder quer também que seja implementadas "medidas de adaptação os efeitos da seca e implementação tecnológica para uma melhor otimização dos recursos hídricos, aproveitando as boas práticas já existentes em alguns modos de produção".

Mais de 90% do território estava a 15 de fevereiro em seca severa ou extrema, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que indica um novo agravamento da situação de seca meteorológica no país.

O instituto diz que até ao final de fevereiro não se prevê a ocorrência de precipitação significativa em todo o território e que, em relação à temperatura do ar, a tendência será "para valores superiores ao normal para todo o território, em especial para a região interior Centro e Sul".

Numa antevisão da situação meteorológica, o IPMA acrescenta que "será muito provável a continuação da situação de seca meteorológica no final de fevereiro, com quase todo o território nas classes mais gravosas do índice PDSI".

Em Bruxelas, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, garantiu hoje ter observado, por parte da Comissão Europeia, uma "abertura grande" para avançar com "medidas imediatas" de apoio "para fazer face às necessidades" dos agricultores portugueses, devido à seca.

A governante apresentou hoje, no Conselho de Agricultura, juntamente com o seu homólogo espanhol, medidas de apoio para "ajudar os agricultores que passam por momentos muito difíceis" devido à seca.

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