Pandemia reforça vantagem de Costa sobre Rio na confiança para governar

Neste frente a frente trimestral, António Costa sobe na avaliação das políticas e da liderança. Rui Rio desce ligeiramente na avaliação e perde terreno na confiança para primeiro ministro.

A comparação entre António Costa (54%) e Rui Rio (18%) dá vantagem ao atual primeiro ministro, num trimestre em que houve o pico da pandemia, um país confinado e a grelha de partida para as autárquicas onde o PSD tenta marcar terreno.

Junto dos eleitores do PS, Costa reúne 92% de apoios para o cargo de primeiro-ministro e consegue também um bom desempenho (acima dos 70%), entre os votantes da esquerda. Já Rui Rio regista 60% de apoio junto dos social democratas e só ultrapassa Costa entre quem vota no PSD, Chega e na Iniciativa Liberal.

Numa avaliação do desempenho no último mês, António Costa recolhe 60% de notas positivas e 20% de negativas (ou seja, melhora em relação ao mês passado), enquanto Rui Rio embora suba ligeiramente na avaliação positiva (33%), ainda tem 34% de opiniões desfavoráveis.

No frente a frente trimestral entre os líderes dos dois maiores partidos, Costa também reforça a vantagem que tinha: 40% dizem gostar do líder do PS e das políticas que defende, contra os 22% que se opõem. No caso de Rui Rio o valor mais elevado surge pelo lado negativo: 35% não gostam do líder, nem das políticas, enquanto apenas 16% aprovam Rio em toda a linha. Entre os eleitores do PSD, apenas metade subscreve tanto o líder como as políticas.

Nesta sondagem, o eleitorado que se assume como social-democrata apresenta-se dividido sobre António Costa: 20% aprovam a liderança e as políticas, 20% gostam do líder mas não das políticas e 40% dos inquiridos do PSD reprovam Costa tanto como líder como pelas políticas defendidas.

No campo inverso, 32% dos eleitores socialistas aprovam Rio, mas não as políticas e 43% dão nota completamente negativa.

Ficha técnica
A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF/JN/DN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a avaliação dos políticos e intenção de voto nas legislativas. O trabalho de campo decorreu entre os dias 24 e 27 de março. Foram recolhidas 830 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,40%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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