Para Miguel Relvas, Passos Coelho continua a ser o "líder natural" do PSD

O ex-ministro reitera o apoio a Luís Montenegro e considera que Rui Rio "descapitalizou o PSD em pessoas e prestígio".

Independentemente do que acontecer este sábado na segunda volta das eleições diretas dos sociais-democratas, quer vença Luís Montenegro, quer vença Rui Rio, para Miguel Relvas, Pedro Passos Coelho continua a ser o "líder natural" do PSD.

Em entrevista ao Jornal Económico, o ex-ministro de Passos Coelho reitera o apoio a Luís Montenegro, considerando que "ainda tem uma grande oportunidade nesta eleição", apesar de ter cometido o "erro de falar demasiado para dentro e pouco para o país".

Por outro lado, diz, Rui Rio "descapitalizou o PSD em pessoas e prestígio".

"Quais foram os líderes do PSD mais marcantes? Sá Carneiro, Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho. Todos os outros, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, passaram sem deixar marca", considera Miguel Relvas.

Além de Miguel Relvas, outros apoiantes de Pinto Luz já declaram que vão votar em Luís Montenegro, incluindo os deputados Carlos Silva e Sandra Pereira, o antigos secretários-geral do PSD Matos Rosa e os líderes das distritais de Lisboa e de Setúbal, Ângelo Pereira e Bruno Vitorino. Também o antigo vice-presidente Marco António Costa, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, o deputado e presidente da distrital da JSD de Lisboa, Alexandre Poço, ou o presidente da concelhia do Porto, Hugo Neto já declararam apoiar Montenegro.

Em sentido contrário o ex-ministro Mira Amaral, o cientista Carvalho Rodrigues, o deputado Nuno Carvalho, Manuel Rodrigues - que foi mandatário distrital de Pinto Luz em Bragança - e a cabeça de lista por Aveiro Ana Miguel Santos disseram que vão trocar o voto em Pinto Luz pelo voto em Rui Rio.

Rui Rio e Luís Montenegro voltam a ir a votos no sábado em eleições diretas numa inédita segunda volta para o PSD.

Na primeira volta, Rui Rio foi o candidato mais votado com 49,02% dos votos expressos, seguido do antigo líder parlamentar do PSD, que obteve 41,42% do total. O Miguel Pinto Luz ficou em terceiro, com 9,55%, e fora da segunda volta.

Para o resultado de sábado, contará também o número de votantes, que no sábado foram 32.082, num universo de 40.604 inscritos, uma taxa de participação de 79%, a mais alta de sempre em percentagem em diretas, apesar de ser a mais baixa em números absolutos de todas as eleições do PSD em que houve disputa.

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