Parlamento aprova renovação do estado de emergência até 14 de fevereiro

Cabrita sublinha que a variante com origem no Reino Unido é responsável por "30% do novos casos a nível nacional e 50% na área de Lisboa e Vale do Tejo".

O estado de emergência foi aprovado no Parlamento e vai manter-se em vigor até 14 de fevereiro. Contribuíram para a aprovação os deputados de PS e PSD, as duas maiores bancadas na Assembleia da República, o CDS e a deputada não-inscrita Cristina Rodrigues.

No discurso de encerramento do debate, o ministro da Administração Interna considerou que "a dimensão global desta pandemia evita e torna escândalos a toda a demagogia e estratégia populista". Eduardo Cabrita criticou a postura da direita que "a meio caminho entre a amnésia e o espírito de comentador de futebol que há segunda-feira sabe tudo sobre o que se passou no jogo de domingo passado".

O governante sublinha que a variante com origem no Reino Unido é já responsável por "30% do novos casos a nível nacional e 50% na área de Lisboa e Vale do Tejo", o que justifica a renovação do estado de emergência.

Eduardo Cabrita lembrou ainda que o país "ultrapassou os sete milhões de testes", com o ensino à distância tornar-se regra depois das férias de Carnaval.

PSD viabiliza, mas dá "murro na mesa" contra falhas do Governo

Rui Rio assumiu o voto a favor do estado de emergência, mas lançou duras críticas à forma como o Governo tem combatido a pandemia. O líder do PSD propôs-se, contudo, a dar "um murro na mesa", sublinhando que, um ano depois do início da pandemia, o Governo "tem a obrigação de responder com mais competência".

"Não o fizemos no início, porque isso seria politicamente desonesto, Ninguém conseguiria gerir a pandemia no começo sem cometer erros", acrescentou.

Rui Rio critica ainda os "avanços e recuos" do Governo, nomeadamente no que diz respeito ao encerramento das escolas, sublinhando que "ordem e contraordem dá desordem".

"Insistir teimosamente em manter as escolas abertas mostra falta de coragem para em cada momento fazer o que se impõe", sustenta.

No mesmo plano, Rui Rio defende ainda que proibir as escolas privadas de continuarem com o ensino à distância "é próprio da inveja".

Na nota publicada no site da Presidência, na quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa assinala que a "calamidade pública" provocada pela pandemia "continua a agravar-se, fruto, segundo os peritos, da falta de rigor no cumprimento das medidas restritivas, bem como de novas variantes do vírus SARS-CoV-2, que tornam ainda mais difícil a contenção da disseminação da doença".

O chefe de Estado dá também conta de que a capacidade hospitalar de Portugal "está posta à prova, mesmo com a mobilização de todos os meios do SNS, das Forças Armadas, dos setores social e privado", o que não deixa outra alternativa que não seja a da "redução de casos a montante", algo que "só é possível com a diminuição drástica de contágios, que exige o cumprimento rigoroso das regras sanitárias em vigor e a aplicação de restrições de deslocação e contactos".

O atual período de estado de emergência termina às 23h59 do próximo sábado, 30 de janeiro.

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