"Passamos de uma época de pandemia para uma época de pandemónio"

Declarações de Luís Montenegro na sua primeira visita enquanto presidente do PSD, a Pedrógão Grande.

O presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou esta segunda-feira que o país passou de uma época de pandemia para pandemónio na saúde e exortou o ministério a pagar a dívida às corporações de bombeiros.

"Passámos de uma época de pandemia [Covid-19] para uma época de pandemónio. Temos hoje, em Portugal, um caos completo no sistema de saúde, que vai desde o enceramento de serviços à falta de profissionais e também à falta injustificada, inadmissível do apoio àqueles que no terreno contribuem, por exemplo, para o transporte de doentes, como é o caso dos bombeiros", disse Luís Montenegro.

O líder do PSD falava aos jornalistas em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, a sua primeira visita enquanto presidente do partido em exercício de funções.

O social-democrata, que se faz acompanhar, entre outros, por deputados, reuniu-se primeiro com autarcas, na Câmara de Pedrógão Grande, seguindo-se um encontro com a Liga dos Bombeiros Portugueses, na corporação de bombeiros do concelho.

No final desta segunda reunião, Luís Montenegro considerou que "a dívida que o Ministério da Saúde tem às associações humanitárias de bombeiros é inadmissível, tem de ser paga, porque se não for paga a consequência é que os bombeiros não vão ter condições de prestar o serviço".

"E não estamos a falar só do serviço de transporte. Por via da prestação desse serviço, cria-se um défice financeiro que faz com que os bombeiros não tenham meios para operações de socorro ainda mais relevantes, como acidentes, como incêndios florestais", alertou.

Para Luís Montenegro, está a asfixiar-se financeiramente "os bombeiros em Portugal e o Ministério da Saúde acaba por ser o principal responsável".

"Não é o único, infelizmente, mas é o principal responsável", declarou, apelando à ministra da Saúde, Marta Temido, para "cumprir, por uma vez, a promessa de pagar aquilo que deve aos bombeiros".

O presidente do PSD defendeu que "o Estado tem de ser uma pessoa de bem com todos os seus fornecedores de serviços, mas com este, em particular, tem de ter ainda uma atenção mais especial".

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